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CEOs de bancos alertam para temporada morna de fusões

Hannah Levitt

25/04/2019 13h09

(Bloomberg) -- A maior fusão do setor bancário desde a crise financeira - o acordo de US$ 28 bilhões anunciado em fevereiro entre o BB&T e o SunTrust Banks - deveria desencadear uma onda de negócios semelhantes. CEOs do setor não devem ter recebido o recado.

"Fusões e aquisições não estão em nossos planos neste momento", disse Beth Mooney, presidente do KeyCorp, em entrevista por telefone na semana passada. Steve Steinour, presidente do Huntington Bancshares, com sede em Columbus, Ohio, disse na quinta-feira que sua equipe "não tende a ser proativa em transações bancárias". E o US Bancorp jogou um balde de água fria sobre a ideia na semana passada.

Faz sentido na teoria. O KeyCorp e o Huntington, ambos com sede em Ohio, estavam entre os candidatos, segundo analistas, que poderiam se beneficiar de um acordo que reduziria agências sobrepostas e liberaria recursos para a corrida armamentista de tecnologia que concorrentes de maior porte podem financiar mais facilmente.

E os grandes bancos têm atraído depósitos de clientes com mais eficiência. Os principais bancos têm uma participação de 45% em depósitos, com apenas 19% das agências, enquanto os regionais têm 14% dos depósitos e 16% das agências, segundo relatório da consultoria McKinsey divulgado esta semana.

Mas, em vez das fusões previstas no setor bancário, as instituições têm buscado aquisições menores fora do segmento, como de fintechs e operações de trading. E, se comentários de executivos em recentes teleconferências de resultados servirem como pista, encontrar um banco para comprar ou realizar uma fusão não é prioridade.

"Acho que a maioria de nós só quer continuar a melhorar em nossas próprias unidades", disse o diretor financeiro do Regions Financial, David Turner, em entrevista. "Fusões são muito difíceis de levar adiante."

O aparente desinteresse não impede que surjam acordos, segundo Mike Mayo, analista do Wells Fargo. Bancos regionais estão em desvantagem em relação aos grandes concorrentes quando se trata de eficiência, crescimento dos depósitos e serviços bancários digitais, disse Mayo em entrevista.

"É realmente apenas questão de tempo", disse. "Você minimiza uma coisa até que se concretize."

Para contatar o editora responsável por esta notícia: Patricia Xavier, pbernardino1@bloomberg.net

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