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Encontrado segundo maior diamante da história, mas não é tão bom

Thomas Biesheuvel

26/04/2019 10h39

(Bloomberg) -- Um diamante gigante de 1.758 quilates, o segundo maior já descoberto, foi encontrado em Botsuana. Mas ao contrário de outros, este não vai alcançar um preço recorde.

A Lucara Diamond disse que desenterrou a pedra, de mais ou menos o tamanho de uma bola de tênis, em seu projeto chamado Karowe em Botsuana, uma mina conhecida por suas enormes pedras preciosas, incluindo o que ocupava até então o segundo lugar.

Ainda assim, a empresa disse que o diamante é uma quase gema de qualidade variável, o que significa que não renderá diamantes polidos incrivelmente valiosos como os achados anteriormente.

Em 2015, a empresa encontrou o Lesedi La Rona, com 1.109 quilates, que na época era o segundo maior diamante de todos os tempos e acabou sendo vendido por US$ 53 milhões. A mina também produziu uma pedra de 813 quilates que alcançou o recorde de US$ 63 milhões. Essas duas gemas eram pedras muito mais valiosas do Tipo IIA.

Ainda assim, a última descoberta mostra que o projeto Karowe pode achar e processar grandes pedras sem quebrá-las, um problema consistente ao tentar separar pedras quebradiças de centenas de toneladas de rocha residual.

"Karowe já produziu dois diamantes maiores do que 1.000 quilates em apenas quatro anos, confirmando a natureza da mina com partículas grossas e a probabilidade de recuperar diamantes adicionais, grandes e de alta qualidade no futuro", disse Eira Thomas, presidente da Lucara em um comunicado.

Ações da Lucara, com sede em Vancouver, no Canadá, subiu até 12% no máximo em um ano.

O maior diamante já descoberto é o Cullinan, de 3.106 quilates, encontrado perto de Pretória, na África do Sul, em 1905. Ele foi cortado em várias gemas polidas, sendo as duas maiores chamadas de a Grande Estrela da África e a Pequena Estrela da África que estão nas Jóias da Coroa da Grã-Bretanha.

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