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Carrefour pode vender operação na China: Fontes

Vinicy Chan, Manuel Baigorri e Ruth David

2019-05-08T15:23:27

08/05/2019 15h23

(Bloomberg) -- O Carrefour avalia opções para sua operação na China, que poderiam incluir a venda de ativos, seguindo os passos de outras empresas de consumo internacionais que decidiram sair do país nos últimos anos, disseram pessoas a par do assunto.

A varejista francesa está sendo assessorada e começou a buscar potenciais interessados no negócio, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas. O Carrefour poderia pedir cerca de US$ 1 bilhão por sua operação na China, embora também possa optar por vender apenas uma participação ou acabar desistindo da venda, disseram as pessoas. Nenhuma decisão final foi tomada, segundo as fontes.

Uma porta-voz do Carrefour disse que a venda da unidade da China "não está na agenda".

O Carrefour se une a outras multinacionais de consumo que decidiram reestruturar seus negócios na China em meio à desaceleração do crescimento. Os consumidores têm aumentado as compras on-line, desestimulando a expansão do varejo na segunda maior economia do mundo. Com os planos de vender ativos no país, o Carrefour seguiria os passos da varejista alemã Metro, que está vendendo uma participação majoritária em sua subsidiária chinesa, disseram pessoas com conhecimento do assunto na semana passada.

A receita líquida da unidade chinesa do Carrefour caiu cerca de 10% no ano passado, para 3,6 bilhões de euros, segundo o relatório anual da varejista.

No início de 2018, a gigante de redes sociais Tencent Holdings e a varejista chinesa Yonghui Superstores fecharam um acordo para comprar uma participação no Carrefour China. As empresas planejavam usar a parceria para desenvolver projetos de dados, pagamentos móveis e o chamado varejo inteligente, bem como reverter a queda das vendas já que mais clientes no país preferem fazer compras on-line.

Ainda assim, "as alianças na China diminuíram, em vez de interromper o declínio da receita", disse Charles Allen, analista da Bloomberg Intelligence, em relatório divulgado em abril.

--Com a colaboração de Robert Williams.

Repórteres da matéria original: Vinicy Chan em Hong Kong, vchan91@bloomberg.net;Manuel Baigorri em Hong Kong, mbaigorri@bloomberg.net;Ruth David em London, rdavid9@bloomberg.net

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