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Jumia, Amazon da África, encontra saída para localizar clientes

Loni Prinsloo

29/07/2019 09h44

(Bloomberg) -- O plano da Jumia Technologies de expandir sua plataforma de varejo e comércio on-line em áreas menos desenvolvidas da África há muito tempo enfrenta um desafio significativo: a falta de endereços formais para entregas.

Isso pode estar prestes a mudar com uma parceria com a Vivo Energy, empresa listada em Londres dona de mais de 2.100 postos de combustível das bandeiras Shell e Engen em todo o continente. Sob os termos do acordo, os postos serão usados como pontos de retirada para produtos comprados no site da Jumia, e os clientes poderão pagar pelas mercadorias ao mesmo tempo em que reabastecem seus veículos.

"Vemos constantemente como podemos adaptar nossa tecnologia com o objetivo de fazer parte da infraestrutura local e nos tornar mais acessíveis a mais clientes", disse Boris Gbahoue, vice-presidente de marketing da Jumia. "A parceria com a Vivo permitirá que a Jumia forneça produtos de maneira conveniente para clientes atuais e novos, inclusive em áreas remotas."

A Jumia, muitas vezes chamada de Amazon da África, foi fundada pelos empresários franceses Sacha Poignonnec e Jeremy Hodara em 2012 e agora tem mais de 4 milhões de clientes. Com operações na Nigéria e em outros 13 mercados africanos, a empresa com sede em Berlim precisa superar desafios como falta de acesso à Internet, mapeamento e clientes sem contas bancárias nesses países. Para a Vivo, o negócio traz uma oportunidade para expandir ainda mais seu negócio fora do setor de combustíveis, em rápida expansão.

Ambas as empresas venderam ações nos mercados internacionais nos últimos 18 meses. As ações da Jumia se valorizaram 35% desde uma oferta pública inicial em Nova York em abril, e a empresa atualmente é avaliada em US$ 1,5 bilhão. A Vivo abriu o capital em Londres um ano antes e vale cerca de US$ 1,9 bilhão.

A parceria será inicialmente lançada no Quênia, Marrocos, Senegal e Costa do Marfim.

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