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Apesar de retórica negativa, EUA e China se aproximam de acordo

Jenny Leonard e Shuping Niu

04/12/2019 14h26

(Bloomberg) -- Os Estados Unidos e a China estão mais próximos de chegar a um acordo sobre as tarifas que seriam revertidas na primeira fase do acordo comercial apesar das tensões em Hong Kong e Xinjiang, disseram pessoas a par das negociações.

As pessoas, que não quiseram ser identificadas, disseram que os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, que minimizaram na terça-feira a urgência de um acordo, não devem ser entendidos como uma paralisação das conversas, pois ele estava falando de improviso. A legislação recentemente aprovada nos EUA, que busca sancionar autoridades chinesas por questões de direitos humanos em Hong Kong e Xinjiang, não deve afetar as negociações, disse uma pessoa com conhecimento das estratégias do governo chinês.

Os negociadores dos EUA esperam que a primeira fase do acordo com a China seja concluída antes do aumento das tarifas americanas programado para 15 de dezembro, disseram as pessoas. Questões pendentes nas negociações incluem como garantir as compras de produtos agrícolas dos EUA pela China e quais tarifas serão revertidas, acrescentaram.

O escritório do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, não respondeu a um pedido de comentário. O Ministério do Comércio da China não respondeu imediatamente a um fax solicitando comentários sobre a reversão das tarifas.

Durante reunião na quarta-feira em Londres com a chanceler alemã Angela Merkel, Trump disse que as discussões com a China estão indo muito bem. "Vamos avançar muito", disse.

Quando perguntado em Seul sobre se as negociações comerciais podem ser concluídas este ano, o ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse: "depende. A posição da China é muito clara. Há esperanças, desde que seja baseado em respeito mútuo e consultas igualitárias", de acordo com a Phoenix TV.

Embora autoridades de ambos os países tenham enfatizado repetidamente que as negociações estão avançando e que permanecem em constante contato, a retórica negativa dos EUA e da China recentemente aumentou os temores de que as negociações possam se arrastar. Isso apesar do fato de que a estratégia de Trump nas negociações comerciais tem sido minimizar o desejo de um acordo e desacelerar o parceiro de negociação.

--Com a colaboração de Shawn Donnan, Miao Han, Sofia Horta e Costa, Dandan Li e Jordan Fabian.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Jenny Leonard em Washington, jleonard67@bloomberg.net;Shuping Niu em Beijing, nshuping@bloomberg.net