PUBLICIDADE
IPCA
1,15 Dez.2019
Topo

Cerca de 42% de grandes fusões vazam antes de serem anunciadas

Nabila Ahmed

05/12/2019 12h20

(Bloomberg) -- Mesmo no misterioso mundo das megafusões, alguns segredos são muito difíceis de guardar.

Essa é a conclusão de um relatório da empresa de comunicação estratégica Abernathy MacGregor, segundo a qual 42% das transações avaliadas em pelo menos US$ 5 bilhões foram vazadas antes do anúncio.

"Esse número seria ainda maior se incluíssemos acordos que foram especulados publicamente, mas que aparentemente fracassaram", disse a Abernathy MacGregor. "Grandes negócios vazam muito."

O relatório de marketing analisou 189 aquisições entre 2015 a 2018 que envolveram pelo menos uma empresa dos Estados Unidos. Em média, as transações vazaram 11 dias antes do anúncio.

Grandes fusões geram muitas manchetes, vazando ou não.

Os anúncios de acordos levaram a um salto de 552% no interesse da mídia pelas empresas-alvo e a um aumento de 292% no interesse pelos compradores, segundo a Abernathy MacGregor.

Isso se aplica até no caso da Amazon.com, uma empresa que aparece regularmente no noticiário. Mais de 9 mil artigos sobre a empresa foram publicados em junho de 2017, quando a varejista fechou um acordo para comprar o Whole Foods Market por cerca de US$ 13,7 bilhões. O número representa um aumento de 44% em artigos na imprensa em relação ao mês anterior.

"Um acordo é provavelmente o evento de notícias de maior perfil do ano para qualquer empresa e cria um clima de atenção extraordinário", afirmou o relatório.

A Abernathy MacGregor, uma divisão da Havas, ajuda a aconselhar empresas sobre anúncios de fusão e outros assuntos estratégicos. A empresa trabalhou para o SunTrust Banks durante a aquisição do banco em fevereiro pela BB&T por US$ 28 bilhões.

Outros negócios nos quais a empresa prestou assessoria incluem a oferta pendente de US$ 26,5 bilhões da T-Mobile pela Sprint e a fusão de US$ 14,9 bilhões do Dr. Pepper Snapple e Keurig Green Mountain em 2018.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Economia