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UBS planeja corte de 500 empregos em unidade de private banking

Marion Halftermeyer e Sonali Basak

07/01/2020 08h39

(Bloomberg) -- O UBS prepara a demissão de 500 pessoas no segmento de private banking em meio à reestruturação dos negócios de gestão de patrimônio com o objetivo de fortalecer as unidades regionais e acelerar a tomada de decisões.

Como parte da reestruturação, o UBS dividirá a divisão de private banking na Europa, Oriente Médio e África. Caroline Kuhnert assumirá o comando das unidades da Europa Central e Oriental, enquanto Ali Janoudi será responsável pelo Oriente Médio e África. Christine Novakovic, até então líder de toda a região, seguirá no comando da Europa Ocidental, de acordo com memorando interno dos copresidentes de gestão de patrimônio Iqbal Khan e Tom Naratil, ao qual a Bloomberg teve acesso.

As mudanças fazem parte de uma ampla reorganização do negócio de gestão de fortunas desde que Khan assumiu a copresidência há três meses, após a amarga partida do rival Credit Suisse. Khan e Naratil receberam a missão de revitalizar a divisão enquanto o CEO Sergio Ermotti busca maneiras de manter a competitividade do banco e impulsionar as ações cujo desempenho ficou aquém dos rivais no ano passado.

O UBS cortou milhares de empregos no segmento de banco de investimento na última década e se concentrou em private banking, um modelo que foi seguido por rivais, incluindo o Credit Suisse. Com mais empresas seguindo seus passos, no entanto, a concorrência por clientes aumenta. Para enfrentar o desafio, Khan e Naratil buscam fazer mais negócios com cada cliente.

Para ajudar a aumentar a oferta de crédito a clientes ricos, o UBS também planeja gerenciar todos os empréstimos originados no negócio de gestão de patrimônio por meio de um livro de risco separado em seu banco de investimentos, de acordo com o memorando. A medida desmonta uma unidade de gestão de patrimônio chamada Investment Products and Solutions, que foi o principal mecanismo para criar estruturas de financiamento e produtos de investimento para clientes abastados, transações no mercado de capitais e gerenciar o planejamento de patrimônio, bem como os mandatos.

O UBS tomou outras medidas para otimizar a tomada de decisões e remover as camadas de gerenciamento da unidade de patrimônio. A Bloomberg informou no mês passado que o UBS planejava dividir a divisão de patrimônio líquido ultra-alto e transferir clientes que não precisam de serviços de banco de investimento para as unidades regionais existentes, enquanto os com demandas mais complexas serão atendidos pela unidade global de family office.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Marion Halftermeyer Zurich, mhalftermeye@bloomberg.net;Sonali Basak New York, sbasak7@bloomberg.net