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Empresa saudita de petróleo cogita lançar ações de matriz ou filiais na bolsa

Riad, 10 jan (EFE).- A maior produtora de petróleo do mundo, a companhia estatal da Arábia Saudita, Aramco, informou neste domingo que entre as opções que cogita para sair à bolsa estão oferecer ações da empresa matriz ou de suas filiais.

Segundo um comunicado divulgado hoje, a empresa estuda permitir a uma ampla gama de investidores que disponham de uma cota de seus ativos diretamente ou mediante a oferta de grande parte das ações de seus projetos em vários setores, especialmente nos de refinaria e de produtos químicos.

O comunicado, divulgado pela agência saudita de notícias "SPA", acrescentou que quando a empresa concluir o estudo detalhado de ambas as opções, apresentará os resultados ao conselho diretor da empresa e depois à direção, que tomará uma decisão definitiva.

A empresa explicou que este passo faz parte do programa de transformação nacional que a Arábia Saudita está realizando, e que inclui, entre outras reformas, a privatização de vários setores econômicos.

Para Aramco, que elogiou a decisão do governo neste sentido, o processo reforçará as capacidades da empresa e sua visão de longo prazo.

A companhia petrolífera confirmou ontem que estuda a possibilidade de cotar na bolsa, como já tinha anunciado recentemente o ministro da Defesa e príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, em uma entrevista à revista britânica "Economist".

A Aramco, que não deu mais detalhes sobre este processo, afirmou há dois dias que entre as alternativas que estuda está lançar ações na bolsa de valores "em uma proporção adequada às ações da companhia".

Na entrevista à revista, o príncipe herdeiro se mostrou "entusiasmado" com esta possibilidade e assinalou que a decisão "será tomada nos próximos meses".

Segundo Bin Salman, a saída à bolsa da companhia petrolífera estatal "iria ao encontro dos interesses do mercado saudita e da Aramco", que, segundo os analistas, se tornaria provavelmente a companhia mais valiosa do mundo.

Além disso, favoreceria a "transparência e combateria a corrupção que pode estar rodeando a Aramco, se é que há", afirmou.

A companhia, criada em 1933 sob propriedade americana, em 1988 passou a ser de titularidade pública saudita. Ela atua em todos os aspectos relacionados à produção e ao comércio do petróleo, desde a escavação até o refino e exportação do petróleo.

Apesar do sigilo que a envolve,estima-se que a Aramco tenha 265 bilhões de barris em reservas, volume que corresponde a mais de 15% dos depósitos de petróleo do mundo.

Segundo a "Economist", a venda de parte de seus ativos permitiria ao governo saudita arrecadar recursos para enfrentar um déficit fiscal de US$ 100 bilhões, aprofundado pela imensa queda, no último ano e meio, do preço do petróleo, que está atualmente abaixo dos US$ 35 o barril.

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