FMI rebaixa previsões globais para 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017

Londres/Washington, 19 jan (EFE).- O FMI revisou nesta terça-feira para baixo as previsões de crescimento global, até 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017, assoladas por um crescimento menor do que o esperado de países avançados e as dúvidas sobre os emergentes, com a China em plena desaceleração e o Brasil em aguda recessão.

Estes números divulgados na atualização do relatório "Perspectivas Econômicas Globais" do Fundo Monetário Internacional (FMI), supõem um rebaixamento de dois décimos percentuais com relação aos cálculos de outubro para a economia global tanto neste ano como no próximo, ao apontar "a grande incerteza no ambiente".

"A desaceleração e o reequilíbrio da economia chinesa, a queda dos preços das matérias-primas e as tensões às quais estão submetidas algumas das principais economias de mercados emergentes continuarão assolando as perspectivas de crescimento em 2016-17", indicou a instituição financeira dirigida por Christine Lagarde.

A China continua seu processo de desaceleração e crescerá 6,3% neste ano e 6% no próximo, ambos números sem mudanças com relação a outubro, dentro de sua transição para um modelo mais baseado na demanda interna e a queda no investimento, segundo o FMI.

Os EUA manterão seu ritmo atual de crescimento, com 2,6% estimado para 2016 e 2107, dois décimos em ambos casos menos do que o previsto em outubro, mas "não conseguirá ter novo impulso" devido à apreciação do dólar e ao retrocesso do preço de petróleo que está afetando o investimento energético.

Do outro lado do Atlântico, a zona do euro continua seu morna recuperação, com um crescimento estimado de 1,7% para este ano e o próximo, com a Espanha à frente das grandes economias europeias com uma expansão prevista de 2,7% para este ano.

"Na zona do euro, o fortalecimento do consumo privado -estimulado pelo barateamento do petróleo e as condições financeiras favoráveis- está compensando o enfraquecimento das exportações líquidas", ressaltou o Fundo.

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