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Ex-ministro argentino afirma que modelo econômico de Macri provoca exclusão

Buenos Aires, 21 fev (EFE).- Axel Kicillof, ministro de Economia e Finanças da Argentina durante o último governo de Cristina Kirchner, afirmou neste domingo que o modelo de "ajuste, abertura e endividamento" promovido pelo presidente Mauricio Macri sempre provocou "crise econômica e exclusão social" no país.

"Em apenas 70 dias (de governo), Macri implementou uma bateria de medidas que tira recursos dos assalariados, dos aposentados, da classe média, e os entrega aos que já têm tudo", escreveu Kicillof em artigo publicado hoje no jornal "Página 12" e divulgado por Cristina em seu perfil no Facebook.

O texto, intitulado "Outro capítulo da grande fraude eleitoral", dispara contra as reformas no âmbito econômico anunciadas por Macri desde que assumiu a presidência no último dia 10 de dezembro.

"Com a megadesvalorização e a retirada de retenções e subsídios, os preços sobem enquanto também aumentam as tarifas", criticou o político, antes de destacar que "caem as receitas dos trabalhadores e da classe média", motivo pelo qual se contrai o consumo e a demanda e o mercado interno se retrai.

"Isto afetará, por sua vez, a produção e o emprego", acrescentou.

Para o ex-titular de Economia, com a política de Macri "nem todos perdem", já que, em sua opinião, a desvalorização de 50% - acumulada desde que o governo pôs fim às restrições cambiais - favoreceu em grande medida às dez principais empresas agropecuárias.

Entre outros aspectos, Kicillof questionou também a negociação do governo com os credores com os quais a Argentina mantém um litígio aberto há vários anos por bônus soberanos que entraram em moratória em 2001.

"Como se isto fosse pouco, os fundos abutre, agora chamados carinhosamente de 'holdouts' ou simplesmente 'credores', receberam a promessa de receber 90 bilhões de pesos (US$ 6 bilhões)", lamentou. EFE

rgm/rsd

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