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Mitsubishi revela que manipulou dados de eficiência energética de veículos

Tóquio, 20 abr (EFE).- A fabricante japonesa de veículos Mitsubishi Motors reconheceu nesta quarta-feira que manipulou dados sobre eficiência energética de seus mini-veículos, um caso que afeta cerca de 625 mil automóveis desse tipo vendidos no Japão.

A Mitsubishi manipulou o processo de teste de consumo de combustível de modo que os resultados refletiram dados melhores que os reais de eficiência energética, explicou hoje o presidente da companhia, Tetsuro Aikawa, em entrevista coletiva em Tóquio.

A manipulação dos testes aconteceu através de uma modificação da pressão de ar aplicada aos pneus, o que repercutiu nos dados sobre o consumo de combustível proporcionados pela empresa às autoridades japonesas sobre quatro modelos de mini-veículos (que possuem motores inferiores a 660 centímetros cúbicos) comercializados no Japão.

A manipulação afeta 157 mil unidades dos modelos ek Wagon e ek Space produzidos pela Mitsubishi desde 2013, e outras 468 mil unidades do Dayz e do Dayz Roox, ambos produzidos pela Mitsubishi e comercializados pela Nissan.

A Mitsubishi descobriu que os dados eram equivocados após realizar uma pesquisa interna, cujos resultados foram transferidos às autoridades japonesas, anunciou o presidente na entrevista coletiva realizada na sede do Ministério de Transporte, Infraestrutura e Turismo.

"Seguiremos investigando o que aconteceu e quem são os responsáveis", afirmou Aikawa, que também anunciou que a companhia solicitou a formação de uma comissão de investigação independente.

O responsável da Mitsubishi acrescentou que a companhia decidiu deter a produção e a comercialização de todos os modelos citados e pediu "sinceras desculpas" aos consumidores afetados, para os quais a empresa estuda oferecer compensações.

Além disso, Aikawa afirmou que, "considerando a gravidade do caso", a empresa vai revisar os dados sobre consumo energético de outros modelos exportados para outros países, cujos testes variam segundo cada legislação nacional.

As ações da fabricante japonesa despencaram hoje mais de 15% na Bolsa de Tóquio depois que a companhia anunciou que o presidente ofereceria uma entrevista coletiva para a imprensa para comentar as irregularidades em seus controles de emissões poluentes, o que representa sua maior queda desde julho de 2014.

Os modelos de mini-veículos são muito populares no mercado japonês graças ao baixo custo de manutenção, à eficiência no consumo de combustível e seu tamanho reduzido.

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