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Trabalhadores panamenhos focam protestos do 1º de Maio nos Panama Papers

Panamá, 1 mai (EFE).- Trabalhadores do Panamá lembraram o Dia do Trabalho neste domingo com uma passeata, na qual expuseram os supostos crimes financeiros revelados pelo escândalo dos Panama Papers.

Um grupo de dirigentes sindicais liderou parte da manifestação, com máscaras e fantasias que imitavam Ramón Fonseca Mora e Jürgen Mossack, da empresa Mossack Fonseca, dona dos documentos financeiros vazados mundialmente.

Os manifestantes afirmam que os advogados do escritório, que supostamente ajudaram pessoas do mundo todo a gerir patrimônios de formas oculta, roubaram a classe operária ao permitir uma milionária evasão fiscal em nível global.

Os imitadores dos proprietarios da Mossack e Fonseca carregavam e levavam junto ao corpo fraldas de dólares falsos que balançavam pelo ar ao longo do percurso. Os participantes da manifestação também se fantasiaram de outras personalidades, como o ministro da Presidência panamenho, Álvaro Alemán, que fez parte de um escritório de advogados dedicado à gestão de patrimônios.

Na convocação para a passeata, a Frente Nacional pela Defesa dos Direitos Econômicos e Sociais (Frenadeso), que reúne sindicatos e organizações populares, disse que os Panama Papers "permitiram descobrir em sua verdadeira magnitude a essência do modelo mundial neoliberal e o lado mais obscuro da 'mafiocracia local'".

No dia 16 de abril, esta plataforma compartilhou em suas redes sociais uma base de dados de todos os panamenhos e empresas nacionais que aparecem no vazamento da Mossack Fonseca e que criaram empresas offshore ao longo de quatro décadas.

A Frenadeso considera que o escândalo evidenciou uma "deterioração sem precedentes do sistema e das instituições do Estado", o que ressalta a necessidade de uma Assembleia Constituinte originária para voltar a fundar a República do Panamá, de acordo com a convocação para a passeata deste domingo.

O governo local não concordou que as revelações definam o funcionamento e a transparência do sistema bancário e da legislação do país, e insistiu que a maioria das empresas e bancos envolvidos estão no exterior.

Além disso, na sexta-feira passada o governo instalou um comitê de especialistas, liderado pelo prêmio Nobel Joseph Stiglitz, para avaliar as práticas financeiras do país e melhorá-las.

Os trabalhadores também pediram neste domingo a melhora no atendimento da saúde pública, a garantia de fornecimento de remédios e proteção ao sistema de pensões da Caixa do Seguro Social, por causa de propostas do sinndicato empresarial, que advertiu sobre o fracasso do sistema.

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