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Seaworld acentua perdas enquanto tenta se livrar de polêmica por orcas

Miami, 5 mai (EFE).- A empresa de parques temáticos Seaworld, envolvida em uma polêmica desde que em 2013 um documentário denunciou as condições de vida de suas orcas, registrou perdas líquidas de US$ 84 milhões no primeiro trimestre do ano, anunciou nesta quinta-feira a companhia americana.

Este resultado representa um agravamento das contas desta empresa de Orlando (Flórida) depois que no mesmo período de 2015 o resultado negativo foi de US$ 43,6 milhões.

A SeaWorld, com parques em de Orlando (Flórida), San Diego (Califórnia) e San Antonio (Texas), indicou em seu comunicado que o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi negativo em US$ 5,9 milhões, comparados com os US$ 3,8 milhões do primeiro trimestre do ano passado.

No entanto, a companhia reportou ingressos de US$ 220,2 milhões, enquanto no mesmo período de 2015 estes foram de US$ 214,6 milhões, graças a um aumento de 2,6% no número de visitantes, que passou de 3,2 a 3,3 milhões nesse período.

Já os custos e despesas aumentaram de US$ 264,8 milhões nos primeiros três meses de 2015 para US$ 339,8 milhões entre janeiro e março deste ano.

Desde 2013, o SeaWorld registra uma perda geral no número de visitantes a seus parques depois da estreia do documentário "Blackfish", dedicado à orca Tilikum, que e relacionada com a morte de três pessoas.

Perante esta situação e as críticas suscitadas pelo documentário, a companhia anuncio em março que cancelaria seu programa de espetáculos com as orcas, mas que não libertaria os cetáceos, porque, segundo sua opinião, já não podem se adaptar à vida selvagem.

Estes parques, que contam com exibições de leões marinhos e golfinhos, indicaram que apostarão por oferecer aos visitantes desde 2017 a possibilidade de ter experiências mais "naturais" com esses cetáceos, que serão protagonistas de "novos e inspiradores encontros" com os visitantes.

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