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Novo decreto trabalhista da Venezuela equivale a trabalho forçado, critica AI

Bogotá, 28 jul (rEFE).- A organização Anistia International (AI) declarou nesta quinta-feira que o novo decreto imposto pelo governo da Venezuela, que determina que qualquer empregado pode ser obrigado a trabalhar em tarefas de agricultura como forma de combater a crise alimentícia no país, equivale a trabalho forçado.

A diretora da AI para as Américas, Erika Guevara-Rosas, afirmou que "tentar abordar a severa falta de alimentos na Venezuela forçando o povo a trabalhar no campo é como tentar curar uma perna quebrada com um curativo".

"O novo decreto é completamente inútil em termos de encontrar formas para que a Venezuela saia da crise em que ficou imersa por anos. As autoridades venezuelanas devem focar em pedir e levar de maneira urgente a ajuda humanitária que milhões de pessoas necessitam em todo o país e desenvolver um projeto efetivo a longo prazo para solucionar esta crise", concluiu.

O decreto, publicado oficialmente nesta semana, estabelece que as pessoas que trabalham em empresas públicas e privadas podem ser convocadas a trabalhar em organizações estatais especializadas na produção de alimentos.

Além disso, estabelece que esses empregados deverão trabalhar temporariamente nestas companhias por um mínimo de 60 dias e seus "contratos" poderão ser renovados automaticamente por um período extra de 60 dias ou retornarão a seus trabalhos originais.

O problema do desabastecimento de produtos básicos na Venezuela começou há pouco mais de três anos e foi se agravando com a passagem dos meses.

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