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Pagar sem dinheiro em espécie é outro legado dos Jogos Olímpicos do Rio

Rio de Janeiro, 8 ago (EFE).- Carregar a carteira para fazer compras não é necessário no Rio de Janeiro olímpico, onde os meios alternativos de pagamento, desde os cartões de crédito a anéis e pulseiras, se multiplicaram e têm vocação de ficar como um legado dos Jogos.

O megaevento esportivo estreou uma ampla variedade de formas de pagamento eletrônico, e entre os mais chamativos estão os chamados 'wearables' ('vestíveis') como anéis, pulseiras, relógios e telefones celulares, da Visa, patrocinadora dos Jogos Olímpicos há 30 anos.

A experiência, disse à Agência Efe Eduardo Coello, diretor-geral da companhia para a América Latina e o Caribe, não se limitará apenas aos Jogos Olímpicos, porque este tipo de evento gera um efeito "residual".

A vocação é que estes sistemas de pagamento eletrônico se consolidem e se multipliquem no Brasil depois dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

O sistema, frisou Coello em entrevista à Efe, oferece uma "percepção de segurança nas transações que beneficia tanto o cliente como o vendedor" e que "favorece um maior controle para os negócios".

A consolidação da infraestrutura de meios de pagamento eletrônicos no Brasil transforma o país em um bom candidato para desenvolver o processo, segundo o diretor da Visa.

"A infraestrutura de aceitação de cartões com chip é de 100% no Brasil, e os pagamentos são seguros", afirmou.

Além disso, "o pagamento com meios eletrônicos não é um hábito só dos visitantes estrangeiros, mas também dos brasileiros" explicou.

Mais de 2 milhões de terminais em todo o país funcionam com esta tecnologia, também utilizada em cerca de 4 mil pontos do Parque Olímpico, onde os cartões Visa são os únicos aceitos.

Coello disse que desde que chegou ao Rio, poucos dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos, conseguiun pagar todas as suas despesas na cidade sem dinheiro em espécie.

Além disso, ele ressaltou que os Jogos transformam o Rio e são uma vitrine irrepetível para a apresentação de projetos inovadores.

"Os Jogos são o palco mundial onde todos apresentam suas inovações, e nós o estamos fazendo", afirmou.

O precedente desta experiência no Rio olímpico foi a Copa do Mundo de futebol de 2014, também patrocinada pela Visa.

Só durante os primeiros quatro dias do torneio, a Visa reportou US$ 27 milhões em despesas de viajantes internacionais ao Brasil, 73% a mais que um ano antes e 47% acima dos gastos registrados nos primeiros dias da Copa das Confederações, em 2013.

O maior impacto financeiro foi gerado por turistas de Estados Unidos, Reino Unido, França e México.

Os números confirmam, segundo a companhia, o impacto significativo deste tipo de megaevento esportivo no estímulo ao comércio local das economias dos países anfitriões.

Um impacto que nestas Olimpíadas pode ser mais que considerável se for levado em conta que os organizadores esperam cerca de 500 mil visitantes estrangeiros nos Jogos e um número similar de turistas brasileiros.

A Visa é o meio oficial de pagamento dos Jogos Olímpicos de Verão e Inverno e dos Paralímpicos em virtude de um acordo assinado com o Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1986.

No Rio, a companhia patrocina o "Visa Team", do qual participam, entre outros, os dez atletas que fazem parte da equipe de refugiados.

Também a atleta muçulmana Ibtihaj Muhammad, que representa os EUA na esgrima e que compete com véu, a ciclista colombiana Mariana Pajón, o brasileiro Allison Cerruti, do de vôlei de praia, e o saltador mexicano Ivan García.

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