Nova Argentina de Macri quer se transformar em imã de investimentos

Pedro Damián Diego.

Buenos Aires, 15 ago (EFE).- A nova Argentina, que desde 10 de dezembro do ano passado é governada por Mauricio Macri, quer se transformar em um potente imã para negócios e investimentos estrangeiros, e para isso não economiza meios nem esforços para organizar um fórum sem precedentes na América Latina.

Mais de 1.500 líderes do mundo empresarial e representantes de governos e instituições econômicas se reunirão, entre os dias 12 e 15 de setembro, em um cenário único e majestoso, o Centro Cultural Kirchner, de 15.000 metros quadrados que o situam como o maior da América Latina e o quarto do mundo.

Todos eles receberão do governo Macri a mensagem de que a Argentina não só é um país no qual podem confiar, mas um Estado moderno que lhes vai proporcionar as melhores ferramentas para iniciar empreendimentos e efetuar investimentos, com matérias-primas de qualidade e profissionais qualificados com talento e criatividade.

O objetivo é claro: receber um investimento estrangeiro anual sustentado de pelo menos US$ 25 bilhões, livre e sem as amarras do período anterior do país, na qual a maior parte dos US$ 7 bilhões anuais de investimento era fruto de reinvestimentos impostos pelo chamado "cerco cambial".

Para isso, o governo atual interagirá pessoalmente com os participantes do fórum para explicar-lhes como seu ambicioso programa de reforma econômica fechará as brechas de financiamento para apoiar o crescimento sustentável e integrador e situará a Argentina como um destino atrativo no mapa mundial de investimentos.

Não só se oferece aos investidores estrangeiros, entre outras vantagens, a eliminação das restrições de capital, mas a possibilidade de repatriar lucros e os máximos esforços para controlar a inflação, uma vez que no início deste ano se chegou a um acordo sobre o pagamento da dívida argentina com os chamados "fundos abutre" e se recuperou o acesso aos mercados globais de capital.

Os gurus da política econômica do país, capitaneados pelo ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay, não se cansam de dizer que já há sinais de recuperação econômica e do retorno ao crescimento sustentável e que as perspectivas de melhoria proporcionam oportunidades únicas de investimento.

Além disso, lembram em seus comentários que a Argentina é a terceira maior economia da América Latina, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 500 bilhões, atrás de Brasil e México, e que tem o segundo PIB per capita - em termos de paridade do poder aquisitivo (PPA) - depois do Chile, com US$ 22.600, além de ser o oitavo país mais extenso do mundo, com 53% de terras cultiváveis, e o quarto da região em populacão, com 43 milhões de habitantes.

Suas boas condições para as energias renováveis solar e eólica, suas jazidas de petróleo e gás e suas reservas minerais de ouro, prata, cobre, lítio e potássio são outros dos atrativos esgrimidos pelos novos dirigentes argentinos para chamar a atenção dos investidores internacionais, junto com sua potente classe média e o alto índice de desenvolvimento humano.

Concebido como uma autêntica feira de negócios, na qual muitas sessões serão privadas, o fórum porá sobre a mesa projetos de investimento em energias renováveis, gás e petróleo; produção agrária e agroalimentação; produtos e serviços industriais; mineração, transporte e logística; obras públicas e infraestrutura; tecnologia e telecomunicações, serviços financeiros, turismo, farmácia, construção e imobiliária e biotecnologia, entre outros.

Entre os 50 principais oradores cuja presença está confirmada aparecem o presidente-executivo do Grupo BP, Bob Dudley (Reino Unido); o presidente do Export-Import Bank, Fred P. Hochberg (EUA); o presidente da Siemens, Joe Kaeser (Alemanha); o presidente da Coca-Cola Company, Muhtar Kent (EUA), e o presidente da The Dow Chemical Company, Andrew N. Liveris (EUA).

Após uma solene recepção aos participantes no Teatro Colón, no final da tarde de 12 de setembro, as sessões de trabalho começarão no dia 13 com um discurso do presidente Mauricio Macri sobre sua visão do país, ao qual se seguirão sessões de trabalho sobre a perspectiva de investir na Argentina e o novo clima de investimento.

Os discursos continuarão no dia 14 de setembro com uma intensa programação na qual estão incluídas várias conversas com líderes empresariais visionários e a leitura de conclusões do fórum, antes do encerramento, também a cargo de Macri.

O dia 15 de setembro, denominado Dia da Inovação, será dedicado ao estudo desta faceta determinante para o desenvolvimento empresarial, com a exposição de casos como o do Vale do Silício, exemplo de região que transformou o mundo através da tecnologia, e de outros países que estão criando as condições adequadas para a inovação e o espírito empresarial dos quais se quer dotar a nova Argentina.

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