Missão do FMI parabeniza governo argentino e destaca "avanços"

(Atualiza com mais informações).

Buenos Aires, 29 set (EFE).- A missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) que viajou a Buenos Aires para fazer uma revisão da economia da Argentina parabenizou nesta quinta-feira o governo de Mauricio Macri ao destacar avanços na transição iniciada.

"O novo governo iniciou uma transição ambiciosa e muito necessária para uma política econômica melhor. O avanço conseguido é importante", disse o chefe da missão técnica, Roberto Cardarelli.

Ao concluir dez dias de trabalho na Argentina, Cardarelli disse em comunicado que "resta parabenizar o governo por seu claro compromisso para reduzir a inflação a níveis de um dígito e diminuir o déficit fiscal".

Os técnicos do FMI, órgão com o qual Argentina teve uma ríspida relação nos últimos anos, foram a Buenos Aires para realizar uma análise geral da economia argentina, dentro do que se conhece como "artigo IV" do organismo, avaliação à qual o país sul-americano não se submetia desde 2006.

Após múltiplas reuniões com representantes do governo, do Banco Central e do setor privado, a equipe técnica do organismo elaborará um relatório que, uma vez aprovado pela gerência, será apresentado ao diretório executivo do FMI para sua análise, no final de novembro.

Cardarelli declarou no comunicado que, ao assumir o poder em dezembro do ano passado, o governo de Macri enfrentou "desequilíbrios macroeconômicos generalizados, distorções microeconômicas e um marco institucional debilitado".

O chefe da missão detalhou que os níveis de consumo eram "insustentavelmente elevados", o investimento se encontrava em níveis historicamente baixos e os "profundos" déficits fiscais eram financiados mediante a emissão de dinheiro, o que gerou altos níveis de inflação.

Segundo Cardarelli, entre as distorções microeconômicas se encontravam uma extensa rede de controles administrativos (por exemplo, barreiras comerciais, restrições cambiais e controles de preços) e um clima empresarial que "debilitava a competitividade e solapava o crescimento no médio prazo".

Nesse sentido, Cardarelli destacou os avanços alcançados pelo novo governo, entre eles uma taxa de câmbio determinada agora pelo mercado e a eliminação dos controles cambiais.

Também ressaltou que o aumento das tarifas dos serviços públicos as "aproximou dos preços internacionais" e que "o acordo com os credores tornou possível o retorno aos mercados internacionais de capital, tanto para o setor público como para o privado".

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