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Greve de trens em Buenos Aires afeta mais de 1 milhão de passageiros

Buenos Aires, 26 out (EFE).- Mais de 1 milhão de viajantes da região metropolitana de Buenos Aires foram afetadas nesta quarta-feira por protestos sindicais que impediram a circulação em várias linhas ferroviárias.

Durante a madrugada de hoje, a Associação de Pessoal da Direção de Ferrocarriles Argentinos (Apdfa) iniciou uma greve em várias linhas da capital argentina para reivindicar, entre outros aspectos, a continuidade dos serviços na província de Buenos Aires, cancelados em junho por conta da infraestrutura precária.

Em nota, o Ministério de Transporte informou que se trata de uma "ação ilegal" de grupos que fecharam as vias com piquetes e bloquearam a saída dos trens, impedindo o "desempenho normal" o trabalho de 97% dos empregados da Trens Argentinos "que compareceram a postos de trabalho".

As interrupções e demoras aconteceram no começo da manhã, e segundo o órgão "constituem crimes" e foram denunciadas penalmente pela Trens Argentinos - Operadora Ferroviária do Estado - perante a Justiça.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, criticou a greve durante um evento e considerou que essa medida de força mostra um não entendimento da direção que o país está tomando. Ele pediu para os diretores de sindicatos e empresas para serem "responsáveis e solidários" em um momento em que há "muito para melhorar" em transporte de carga e de passageiros.

"Por um conflito com um pequeno sindicato dos trens de carga todo o transporte de passageiros ficou parado por várias horas e isso é não entender para onde vai a Argentina", declarou Macri.

Mais cedo, o ministro de Transporte, Guillermo Dietrich, também se manifestou sobre o tema.

"Quando tem greve, os empregados ferroviários não vão trabalhar. Hoje, 97% dos funcionários foram, mas não puderam realizar suas tarefas e isso é ilegal. Já fizemos as denúncias correspondentes perante a Justiça. O mecanismo do patoterismo (gíria para definir grupo violento) não pode continuar", afirmou.

O Ministério, que calculou em mais de 1 milhão os cidadãos afetados pela ação, destacou que a Apdfa convocou a greve "para atacar e com exigências sem vinculação aos serviços metropolitanos de trens.

"Por um lado, o sindicato reivindicava a entrada de empregados da empresa Belgrano Cargas e Logística a um convênio coletivo, uma demanda que pode ser resolvida dentro dos mecanismos previstos pela legislação trabalhista, sem a intervenção da empresa", disse o ministro.

O secretário-geral de Apdfa, José Silva, afirmou em declarações à Agência Efe, os trens de passageiros já voltaram a funcionar e na tarde de hoje voltarão a circular os trens de carga.

Segundo Silva, a greve foi feita, entre outras razões, para protestar contra o cancelamento, o junho passado, de todos os serviços da empresa pública Ferrobaires, encarregada do transporte de passageiros na província de Buenos Aires.

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