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Tribunal de Seul decide se pedirá ou não prisão de presidente da Samsung

Presidente da Samsung, Lee Jae-yong - Lee Jin-man/AP
Presidente da Samsung, Lee Jae-yong Imagem: Lee Jin-man/AP

Em Seul

18/01/2017 02h45

O Tribunal do Distrito Central de Seul iniciou nesta quarta-feira (18) uma audiência para definir se o presidente da Samsung, Lee Jae-yong, será preso ou não, por conta do suposto envolvimento na trama de corrupção no caso da "Rasputina".

A audiência começou às 10h30 (hora local), e está previsto para o final do dia que os juízes responsáveis pelo caso se pronunciem sobre a detenção do herdeiro da maior multinacional do país asiático, após escutar os argumentos da acusação e da defesa.

A equipe de promotores que investiga o caso solicitou na última segunda-feira uma ordem de prisão contra Lee, por considerar que existem provas sobre doações multimilionárias da Samsung para fundações e empresas supostamente controladas por Choi Soon-il, apelidada de "Rasputina" e amiga íntima da presidente afastada Park Geun-hye, em troca de favores.

A Samsung teria pago cerca de 43 bilhões de wons (US$ 35,8 milhões) a uma empresa com sede na Alemanha e presidida por Choi e outras duas fundações sem fins lucrativos também vinculadas a ela, para que o governo de Park apoiasse em 2015 uma controversa fusão de duas empresas do grupo.

O principal responsável pela Samsung admitiu as transações, embora tenha negado que estas fossem em troca de um tratamento favorável das autoridades, durante o interrogatório pelo que passou na semana passada.

Além do crime de suborno, o empresário é acusado de perjúrio por ter dado uma versão diferente durante seu depoimento diante do comitê de investigação no mês passado.

Os promotores também estão investigando o possível envolvimento no caso de outros três altos executivos do grupo Samsung, entre eles o vice-presidente do conglomerado, Choi Gee-sung.

Na véspera, a sobrinha da "Rasputina", Chang Se-ho, admitiu diante do mesmo tribunal que chantageou a Samsung em parceria com sua tia, a quem ela identificou como cérebro da trama de corrupção que atingiu a Coreia do Sul e causou o afastamento da presidente do país.

Enquanto isso, Choi, de 60 anos, presa desde novembro do ano passado passado, voltou em negar através de seu advogado todas as acusações contra ela.