Presidente do Santander Brasil defende aprofundamento das reformas do governo

São Paulo, 17 fev (EFE).- O presidente do Banco Santander no Brasil, Sergio Rial, afirmou nesta sexta-feira que aprova o aprofundamento as reformas estruturais feitas pelo governo de Michel Temer para estabelecer as bases de um país que seja capaz de gerar empregos a longo prazo em um mundo cada vez mais tecnológico.

"As reformas têm um objetivo maior do que simplesmente o equilíbrio das contas macroeconômicas", afirmou Rial no seminário 'Projeções Econômicas para 2017', organizado pelo banco e pela Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil.

Em sua opinião, o Brasil "ainda precisa falar de maneira muito mais clara dos desafios", principalmente sobre o tema trabalho, assunto para o qual o governo apresentou em dezembro do ano passado uma reforma do atual regime com a intenção de reduzir o desemprego.

"Existe uma necessidade de falar sobre o trabalho, porque estamos vivendo no século XXI e o principal desafio é caracterizado pela não criação de empregos. As revoluções digital e tecnológica trazem para o mundo uma mudança estrutural que ninguém pode imaginar", comentou Rial.

O presidente do Santander no Brasil argumentou que os países têm que oferecer políticas alternativas para dar resposta a uma demanda de empregos cada vez maior, frente a uma oferta que diminui devido ao "processo de intensificação tecnológica".

Para ele, a saída do Reino Unido da União Europeia e a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, "são reflexos de uma sociedade que não consegue gerar empregos principalmente para grandes quantidades de pessoas que não estão devidamente preparadas". Neste sentido, Rial considerou que é importante "sair da discussão ideológica" entre esquerda e direita para fazer frente a este desafio.

Essa linha também foi defendida por Mauricio Molan, economista-chefe do Banco Santander Brasil, que apostou por "reformar as instituições" do país e estudar o atual regime tributário e outras legislações em matéria de "proteção ambiental".

Desde agosto do ano passado, data em que Temer assumiu definitivamente como presidente após o impeachment de Dilma Rousseff, o governo empreendeu uma série de reformas estruturais para reverter o cenário de crise econômica.

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