Desemprego nos EUA cai para 4,7% no primeiro mês completo de governo Trump

Miriam Burgués.

Washington, 10 mar (EFE).- A taxa de desemprego dos Estados Unidos caiu um décimo e ficou em 4,7% em fevereiro, o primeiro mês completo do governo do presidente Donald Trump e no qual foram criados 235 mil novos empregos, acima das expectativas, informou nesta sexta-feira o Departamento de Trabalho.

Com estes dados, tudo leva a crer que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, decidirá em sua reunião de política monetária da próxima semana subir novamente as taxas de juros de referência, atualmente entre 0,50% e 0,75%.

Os 235 mil novos empregos de fevereiro superaram as previsões, que antecipavam um número entre 200 mil e 220 mil. Além disso, o governo revisou para cima as contratações de janeiro, de 227 mil para 238 mil.

Assim, a média mensal de geração de emprego desde dezembro foi de 209 mil.

O setor da construção somou 58 mil empregos em fevereiro, o melhor resultado desde março de 2007, enquanto o manufatureiro gerou 28 mil, o número mais alto em três anos.

Também foram registradas altas nos setores de cuidado à saúde (27 mil) e de mineração (8 mil), mas houve perda de empregos (-26 mil) no comércio de varejo, de acordo com o relatório do governo.

A força do mercado de trabalho em fevereiro, o primeiro mês completo de Donald Trump como presidente dos EUA, coincide com a alta do otimismo sobre a economia do país após vitória do republicano nas eleições de novembro do ano passado.

Trump fixou a meta de gerar um total de 25 milhões de novos empregos durante os próximos dez.

Pouco depois da publicação do relatório sobre a situação do mercado de trabalho, Trump publicou em sua conta no Twitter uma mensagem da agência "Drudge Report" com o número de novos empregos de fevereiro, "+235.000", e a frase "GRANDE DE NOVO", em alusão a seu lema de campanha.

O relatório do Departamento de Trabalho também detalhou que o salário médio por hora aumentou em US$ 0,06 (0,2%) em relação a janeiro e ficou em US$ 26,09, uma alta de 2,8% em comparação com fevereiro de 2016.

Já a taxa de participação popular na força de trabalho subiu de 62,9% a 63%, a mais alta desde março do ano passado.

O número de desempregados que estão há mais de 27 semanas sem trabalhar se mantive praticamente sem mudanças, em 1,8 milhão.

Na semana passada, a presidente do Fed, Janet Yellen, e alguns dos principais membros do banco central anteciparam uma possível nova alta nas taxas de juros na reunião de 14 e 15 de março, e com os bons dados de emprego de fevereiro as probabilidades disso acontecer cresceram.

Em uma reação imediata à divulgação dos dados sobre a geração de emprego em fevereiro nos EUA, Wall Street abriu nesta sexta-feira em alta de 0,32% no Dow Jones Industrial, seu principal indicador.

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