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Tesouro dos EUA pede aumento do limite máximo da dívida antes de agosto

Washington, 24 mai (EFE).- O governo dos Estados Unidos pediu nesta quarta-feira ao Congresso que eleve o teto da dívida antes do recesso legislativo de agosto, uma vez que os novos cálculos do Tesouro anteciparam a data na qual ficaria sem fundos.

"Pedimos a elevação dos limites máximos de dúvida antes de seu recesso de verão (...) Podemos discutir como cortaremos a despesa depois", declarou Steven Mnuchin, secretário do Tesouro, em um discurso perante o Comitê de Bens e Arbítrios da Câmara dos Representantes.

Mnuchin ressaltou que é "absolutamente fundamental manter a solvência" dos EUA.

Isso significa que os legisladores devem tomar a decisão antes de 28 de julho, último dia de trabalho no Congresso antes das férias de verão nos EUA.

Anteriormente, Mick Mulvaney, diretor de Gestão de Orçamento da Casa Branca, advertiu nesta manhã perante outro comitê da Câmara dos Representantes que "os investimentos por impostos estão sendo menores que o esperado, razão pela qual é possível que logo recebam notificação do secretário Mnuchin sobre uma mudança de data".

Em princípio, o Tesouro tinha situado outubro ou novembro como data limite para a elevação dos limites máximos de endividamento, que agora pode acontecer em setembro ou outubro.

A dívida dos EUA se encontra atualmente perto de US$ 20 bilhões, e ainda que tenha superado o limite, o Tesouro pode recorrer a manobras contábeis para manter a capacidade de pagamento.

No entanto, uma vez que estas se esgotem, estaria em jogo a capacidade de pagamento das obrigações contraídas pelo governo federal.

O Congresso é quem deve aprovar este aumento do teto de dívida, mas não parece uma tarefa simples, já que muitos dos legisladores da maioria republicana se mostraram contrários a aumentar o teto de endividamento durante o governo do ex-presidente democrata Barack Obama (2009-2017).

A falta de acordo sobre um aumento deste teto em 2011, quando se esteve a ponto de declarar a suspensão de pagamentos do governo, fez com que a agência de qualificação Standard & Poor's rebaixasse pela primeira vez na história a qualidade creditícia dos EUA.

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