Stiglitz: resposta de governos à crise explica surgimento de Trump e Le Pen
Barcelona (Espanha), 18 jun (EFE).- O prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz considera que a resposta dos governos à crise econômica explica a atual oposição à globalização, um movimento representado por políticos como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela líder da oposição na França, Marine Le Pen.
"As elites disseram que a globalização beneficiaria todo o mundo. Disseram que desregular e liberalizar o mercado conduziria a um crescimento mais rápido e uma economia mais estável. Estavam claramente equivocadas", afirmou Stiglitz em entrevista concedida à Agência Efe em Barcelona.
Na opinião do economista, o mesmo ocorreu na Europa. "O euro era um projeto que traria prosperidade a todos os países e, claramente, fracassou", avalia Stiglitz.
"É perigoso o descrédito das elites fomentado por políticos como Trump e Le Pen quando afirmam que elas não sabem de nada. Isso mina a fé e a confiança das pessoas nas instituições, órgãos que são necessários para que a sociedade funcione", defende o economista.
Para Stiglitz, uma solução para a situação seria ampliar os sistemas de proteção social contra o protecionismo promovido por Trump e Le Pen. No entanto, o economista não considera que a criação de uma renda básica universal seja a melhor opção.
Sobre a Espanha, Stiglitz considera como uma evidência do fracasso coletivo da União Europeia o fato de o bloco pensar que a saída da crise pelo país é um sucesso. O economista relaciona diretamente a recessão sofrida pelos espanhóis com as políticas de austeridade impostas pela zona do euro.
Assessor do ex-presidente do governo da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero quando a crise econômica explodiu em 2008, Stiglitz reconhece não ter sido uma surpresa de que o país fosse tão afetado. Na verdade, isso já era esperado pelos desequilíbrios anteriores e a bolha imobiliária.
No entanto, o economista que a crise na Espanha foi agravada pelas políticas da zona do euro, classificadas por Stiglitz como "especialmente duras" e responsáveis por prolongar a recessão.
"O euro contribuiu para a criação da crise econômica porque os mercados, de forma irracional, pensaram que, como não existiam taxas de juros que diferenciasse os países europeus, não havia risco. O dinheiro fluiu da Espanha e não havia maneira de parar esse fluxo", explica o vencedor do Prêmio Nobel.
"Os governos deveriam ter tomado o controle da situação para prevenir abusos, mas a ideologia do euro impediu", afirmou.
Por esse motivo, o economista ressalta que a crise foi uma "década perdida" para Espanha e Europa. "Serão necessários muitos anos para que tudo volte ao normal", indicou.
"As elites disseram que a globalização beneficiaria todo o mundo. Disseram que desregular e liberalizar o mercado conduziria a um crescimento mais rápido e uma economia mais estável. Estavam claramente equivocadas", afirmou Stiglitz em entrevista concedida à Agência Efe em Barcelona.
Na opinião do economista, o mesmo ocorreu na Europa. "O euro era um projeto que traria prosperidade a todos os países e, claramente, fracassou", avalia Stiglitz.
"É perigoso o descrédito das elites fomentado por políticos como Trump e Le Pen quando afirmam que elas não sabem de nada. Isso mina a fé e a confiança das pessoas nas instituições, órgãos que são necessários para que a sociedade funcione", defende o economista.
Para Stiglitz, uma solução para a situação seria ampliar os sistemas de proteção social contra o protecionismo promovido por Trump e Le Pen. No entanto, o economista não considera que a criação de uma renda básica universal seja a melhor opção.
Sobre a Espanha, Stiglitz considera como uma evidência do fracasso coletivo da União Europeia o fato de o bloco pensar que a saída da crise pelo país é um sucesso. O economista relaciona diretamente a recessão sofrida pelos espanhóis com as políticas de austeridade impostas pela zona do euro.
Assessor do ex-presidente do governo da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero quando a crise econômica explodiu em 2008, Stiglitz reconhece não ter sido uma surpresa de que o país fosse tão afetado. Na verdade, isso já era esperado pelos desequilíbrios anteriores e a bolha imobiliária.
No entanto, o economista que a crise na Espanha foi agravada pelas políticas da zona do euro, classificadas por Stiglitz como "especialmente duras" e responsáveis por prolongar a recessão.
"O euro contribuiu para a criação da crise econômica porque os mercados, de forma irracional, pensaram que, como não existiam taxas de juros que diferenciasse os países europeus, não havia risco. O dinheiro fluiu da Espanha e não havia maneira de parar esse fluxo", explica o vencedor do Prêmio Nobel.
"Os governos deveriam ter tomado o controle da situação para prevenir abusos, mas a ideologia do euro impediu", afirmou.
Por esse motivo, o economista ressalta que a crise foi uma "década perdida" para Espanha e Europa. "Serão necessários muitos anos para que tudo volte ao normal", indicou.
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