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Confronto em área de mineração na Venezuela deixa pelo menos 8 mortos

Caracas, 15 ago (EFE).- Pelo menos oito pessoas morreram em um enfrentamento com forças de segurança em El Callao, uma região rica em ouro, coltan, ferro e diamante no sul da Venezuela, onde atuam os maiores grupos de de mineração ilegal do país, segundo informações divulgadas nesta terça-feira pelo Ministério Público.

As vítimas, cuja identidade não foi informada pelas autoridades, morreram após entrarem em confronto com a comissão mista militar-policial em La Lagunita, na cidade de El Callao, no estado de Bolívar, como divulgou a Procuradoria pelo Twitter.

A imprensa local garante que os homens faziam parte de uma quadrilha dedicada à exploração ilegal de minerais na região, e que na operação foram recolhidas armas usadas pelos supostos bandidos.

As autoridades reconheceram em diversas ocasiões que a área está controlada por bandidos dedicados à exploração ilegal de ouro. Em março de 2016, essa mesma área chamou a atenção do país com o desaparecimento e posterior massacre de 17 mineradores, encontrados depois em uma vala comum.

Na época, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou a criação de uma "zona militar especial" para proteger o chamado Arco Minero del Orinoco, uma faixa do território venezuelano rico em minerais. Para isso, o Governo desenvolveu um plano de exploração que lhe permita recuperar a queda dos investimentos após a baixa dos preços do petróleo.

A faixa de mineração, tem uma extensão aproximada de 111 mil quilômetros quadrados e que vai desde o território da Guaiana Esequiba até a fronteira com a Colômbia, tem grandes reservas de ouro, coltan, diamantes, ferro, bauxita e outros minerais.

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