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Trump sonda Kevin Warsh para presidir o Federal Reserv

Nova York, 29 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o banqueiro Kevin Warsh para falar de uma possível nomeação para presidir o Federal Reserv (Fed), segundo publicou nesta sexta-feira o "The Wall Street Journal".

O encontro entre ambos ocorreu ontem em Washington e também contou com a participação do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, segundo um porta-voz da Casa Branca citado pelo jornal, que reiterou que Trump quer nomear um candidato "antes do término do ano".

Ex-diretor de bancos de investimentos como Morgan Stanley, Warsh, de 47 anos, foi governador do Fed em 2006 e trabalhou previamente no Conselho Nacional Econômico da Casa Branca durante o mandato de George W. Bush.

Trump já tinha anunciado em julho sua intenção renovar a presidência do Federal Reserv, cargo ocupado por Janet Yellen desde 2014, e entre os possíveis candidatos que podem ser nomeados estão o do economista John Taylor e o banqueiro John Allison.

O presidente ofereceu a Taylor entrar na junta de governadores do Banco Central há alguns meses, mas o ex-CEO do BB&T Bank rejeitou a proposta, segundo fontes anônimas citadas pelo jornal.

Yellen, a primeira mulher à frente do Fed e cujo nome segue na lista de possíveis nomeados, afirmou em 20 de setembro que tem intenção de cumprir seu mandato, que termina em fevereiro.

Ainda que durante a campanha eleitoral Trump tenha criticado duramente Yellen, por considerar que atuava de maneira "política", nos últimos meses o governante mudou de opinião e expressou "respeito" pelo seu "bom trabalho" à frente do Banco Central.

Sob a sua direção, o Fed começou uma gradual normalização da política monetária, com três altas das taxas de juros e o início da redução da carteira de dívida, pondo um fim no agressivo estímulo para reativar a economia após a crise.

Mas Warsh foi uma das principais vozes críticas ao plano do Fed para começar a desmantelar os estímulos monetários, e em agosto deste ano chegou a dizer que aumenta os riscos de uma nova bolha financeira.

Trump também considerou para o posto Gary Cohn, diretor do conselho de assessores econômicos da Casa Branca, mas suas críticas ao presidente pela resposta à violência racista em Charlottesville complicaram sua candidatura, segundo o jornal.

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