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Negociação UE-Mercosul avança, mas acordo na conferência da OMC é descartado

Buenos Aires, 13 dez (EFE).- A Argentina reconheceu nesta quarta-feira avanços nas negociações que acontecem em Buenos Aires entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) para conseguir um acordo de livre-comércio, mas descartou que sua concretização possa ser anunciada durante a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), também realizada na cidade.

Ao mesmo tempo em que acontece a XI Conferência Ministerial da OMC, representantes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, assim como países da UE, participaram de reuniões para avançar nas já longas negociações para o acordo, cujo desfecho é esperado para este mês.

Segundo informaram à Agência Efe fontes da Chancelaria argentina, hoje, quando terminar a reunião ministerial da OMC, não deve ser anunciado o fechamento das negociações, mas está prevista a divulgação de um comunicado informando que houve grandes avanços nas reuniões.

Agora os olhares estão voltados para a cúpula do Mercosul, que acontecerá em Brasília no dia 21 de dezembro.

"Em Brasília vão continuar as negociações, mas provavelmente (as partes) voltarão a se reunir em Bruxelas", acrescentaram as fontes.

No entanto, o presidente Michel Temer acredita que Brasília pode ser a cidade onde será feito o anúncio.

As reuniões em Buenos Aires começaram no último domingo com um encontro entre os chanceleres de Argentina, Jorge Faurie; Brasil, Aloysio Nunes; Paraguai, Eladio Loizaga; e Uruguai, Rodolfo Nin Novoa; com a comissária de Comércio na Comissão Europeia (CE), Cecilia Malmström.

No último dia 8 de dezembro, a UE e o Mercosul fecharam em Bruxelas uma rodada de negociações na qual houve uma nova troca de ofertas comerciais, e defenderam continuar a busca por um acordo na conferência da OMC, quando na ocasião havia muitas expectativas quanto a um acordo.

Após uma reunião das delegações nesta terça-feira em Buenos Aires, Novoa explicou que a UE não melhorou as ofertas em carne e etanol, como era esperado pelo Mercosul, de acordo com a Presidência do Uruguai.

"Infelizmente, não o fizeram, e agora continuamos com a expectativa de melhorem sua oferta, como fez o Mercosul", afirmou o chanceler uruguaio.

Além disso, Novoa a firmou que os países do Mercosul, especialmente a Argentina e o Paraguai, "fizeram um grande esforço, incorporando produtos para conseguir 90% dos bens" e agora só resta esperar que o bloco europeu melhore a oferta em matéria de carne bovina e etanol e, em menor medida, no setor automotivo e arroz.

"Não pedimos que fizessem mais abertura, mas que melhorassem sua oferta nestes produtos", acrescentou.

"Agora continuaremos trabalhando nos próximos dias para ver se conseguimos esse número que o bloco tem interesse em matéria de bens agrícolas", ressaltou Novoa.

Em entrevista à imprensa na segunda-feira, a secretária de Estado de Comércio da Espanha, María Luisa Poncela, se mostrou confiante em um fechamento positivo e rápido das negociações.

"Acho que possivelmente estamos diante do maior acordo entre regiões que já assinado, caso seja finalmente concluído", afirmou María Luisa.

As negociações entre os dois blocos começaram em 1999, mas tanto o Mercosul quanto a UE concordam em assinalar que nos últimos dez meses houve mais progressos do que em toda a década anterior.

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