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Inflação na Argentina segue em alta e deve ser a maior desde 2002

15/11/2018 20h21

Buenos Aires, 15 nov (EFE).- A inflação registrou uma alta de 5,4% na Argentina em outubro, acumulando 45,9% desde janeiro, o que indica que o país fechará o ano com o índice mais alto desde 2012.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos. O avanço de 5,4% de outubro foi o segundo mais alto do ano, perdendo apenas para setembro - 6,5% -, o que mostra que o índice segue avançando em ritmo acelerado.

De acordo com o relatório oficial, os preços dos bens cresceram 5,8% em outubro com relação ao mês anterior. Já a alta no custo dos serviços foi de 4,6%. Os dois segmentos ficaram acima da média registrada em outros setores, como alimentos e transportes.

Para piorar a vida dos argentinos, a inflação é acompanhada pela forte desvalorização do peso desde maio. Desde janeiro, o dólar se valorizou 95% em relação à moeda do país, o que gera grandes impactos sobre os preços cobrados da população.

A inflação acumulada do ano já supera a registrada em 2002, de 40,9%, quando o país enfrentou uma de suas maiores crises. Antes dele, o pior índice foi registrado em 1991, de 84%, o último ano do ciclo de hiperinflação que abalou a economia argentina.

Os analistas consultados todos os meses pelo Banco Central Argentino elevaram as previsões para inflação neste ano. Agora, eles acreditam que o índice fechará 2018 em 47,5%, 2,7 pontos percentuais a mais do que as projeções feitas no início de outubro.

Para 2019, a expectativa é de 27,9%.

O Banco Central, que abandonou em setembro uma política baseada em metas de inflação, disse hoje em um relatório que espera que o novo regime monetário adotado pelo país permita reduzir as incertezas e retomar o caminho de controle dos preços no país.

O governo do presidente da Argentina, Mauricio Macri, tinha proposto uma meta de 23% para a inflação deste ano, próxima à registrada em 2017, de 24,8%. Em 2016, primeiro ano de Macri no poder, o índice terminou o ano em 40%.

O ministro de Fazenda da Argentina, Nicolás Dujovne, reconheceu que a inflação registrada em outubro foi "anormal", mas afirmou que a população pode esperar uma "forte desaceleração" no índice em novembro.

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