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Lojas dos EUA se preparam para dias intensos de compras na "Black Friday"

18/11/2018 15h49

Nora Quintanilla.

Nova York, 18 nov (EFE).- Os Estados Unidos se preparam para cinco intensos de intenso comércio dentro da Black Friday, tradição importada por outros países, como o Brasil, e que abre a época natalina para o comércio varejista e eletrônico no país.

A previsão é que mais de 164 milhões de americanos façam compras no período, oficialmente depois do Dia de Ação de Graças, na próxima quinta-feira. No entanto, algumas lojas já se anteciparam, como a Amazon, e começaram a oferecer descontos neste domingo.

A febre consumista, porém, se concentra entre a quinta e segunda-feira, conhecida no país como "Cyber Monday", dia em que as lojas de eletrônicos dão descontos para atrair mais consumidores.

Segundo pesquisa feita pela Federação Nacional Varejista (NRF), metade dos americanos pretende ir às compras nesses cinco dias. O responsável pelo órgão, Matthew Shay, garante em comunicado que o comércio está pronto para a demanda.

Para 65% das 7,5 mil pessoas ouvidas no levantamento, os descontos são o principal motivo para preferir fazer compras na "Black Friday". Outros 26% alegam que já estão acostumados com a tradição de ir às lojas na época do Dia de Ação de Graças.

Para a temporada natalina, de novembro a dezembro, a entidade espera que os americanos gastem US$ 720 milhões - 4,8% a mais do que no mesmo período do ano passado. O valor dá uma média de US$ 1 mil por pessoa, dinheiro que contabiliza gastos com presentes e decorações. Um terço do montante total já deve ser desembolsado pelos consumidores entre a Ação de Graças e a "Cyber Monday".

"A confiança dos consumidores é mais alta do que nunca, o desemprego é o mais baixo em décadas, e os salários estão subindo. Tudo isso se reflete nos planos de compra", explicou Shay.

Além disso, o principal diretor da NRF acredita que as tarifas sobre os produtos chineses impostos pelo governo Donald Trump terão pouco impacto nos preços finais para o consumidor.

"O comércio importou volumes recordes com antecipação", disse.

De acordo com a NRF, as lojas seguem sendo Walmart e Macy's, mas a Amazon cada vez mais amplia seu domínio no comércio digital. Entre os produtos mais visados estão os smartphones e depois computadores.

O faturamento do comércio eletrônico nos EUA não para de crescer desde 2016. E em um ritmo muito maior do que as vendas em lojas tradicionais. Para esta nova temporada natalina, a previsão é de que as lojas digitais arrecadem US$ 124,1 bilhões, 14,8% a mais do que no ano passado. Na "Black Friday", as empresas on-line devem obter US$ 23,4 bilhões em receita, uma alta de 19% em relação a 2017.

As projeções são da Adobe Digital Insights, que analisa as vendas na internet dos 100 maiores sites americanos.

Apesar dos grandes gastos previstos, a "Black Friday", que nasceu na década de 1970 nos EUA e é exportada para outros países, perdeu a liderança no ranking de "festa consumista" para o Dia do Solteiro da China, comemorado no dia 11 de novembro.

Na última semana, as lojas on-line chinesas bateram o recorde de US$ 30,8 bilhões em vendas, mais do que o dobro que as empresas americanas costumam arrecadar na "Black Friday" e na "Cyber Monday".