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FMI emprestará US$ 229 milhões ao Haiti em meio à crise econômica e social

08/03/2019 15h55

Porto Príncipe, 8 mar (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) emprestará US$ 229 milhões ao Haiti no meio da profunda crise econômica e política que afeta o país, segundo anunciou nesta sexta-feira o Ministério de Economia e Finanças haitiano.

A informação foi divulgada ao término de uma visita que uma missão do FMI fez esta semana ao Haiti, que se reuniu, entre outros, com o presidente Jovenel Moise.

O dinheiro será destinado a programas sociais e à luta contra a corrupção, mas ativistas locais questionaram pelas redes sociais por que o acordo não está acompanhado, segundo sua opinião, de um plano do governo para seu bom uso.

O anúncio acontece em meio ao agravamento da crise elétrica devido à escassez de combustíveis.

Segundo a companhia de eletricidade nacional EDH, outro dos problemas é a falta de água em algumas das hidrelétricas, ao que se soma a falta de pagamento por parte dos usuários.

O Haiti atravessa uma profunda crise econômica e política, agravada após os maciços e violentos protestos que iniciaram no último dia 7 de fevereiro, mesmo dia em que o presidente Moíse completou dois anos no cargo.

Nesses protestos, convocados pelo Setor Democrático e Popular, uma das facções mais radicais de oposição, morreram 26 pessoas, de acordo com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), embora a polícia não tenha oferecido dados sobre o número de vítimas.

As manifestações, que aumentaram a insegurança no Haiti, o país mais pobre da América, e provocaram um clima de incerteza, ocorreram no meio de uma severa crise econômica, que se agravou este ano por uma forte desvalorização do gourde, a moeda oficial, e uma inflação galopante.

Nos seus protestos, os manifestantes exigem justiça em relação às supostas irregularidades no programa Petrocaribe, através do qual a Venezuela fornece petróleo a este país a preços suavas.

Uma auditoria apresentada no início de fevereiro pelo Tribunal de Contas revelou irregularidades entre 2008 e 2016 neste programa e assinalou 15 ex-ministros e atuais funcionários que estão envolvidos neste caso, assim como uma empresa que Moise dirigia antes de chegar à presidência. EFE