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Norwegian pedirá compensação econômica à Boeing por problemas com 737 MAX

13/03/2019 10h45

Copenhague, 13 mar (EFE).- A companhia aérea Norwegian anunciou hoje que pedirá uma compensação econômica à companhia aeronáutica Boeing pelos prejuízos causados pela suspensão temporária de voos do modelo 737 MAX após o último acidente mortal na Etiópia.

A Agência Europeia de Segurança Aérea ordenou ontem a suspensão de todos os voos dos Boeing 737 MAX em seu espaço aéreo, se juntando a outros países como China, Austrália e Indonésia e a várias companhias aéreas, entre elas a própria Norwegian.

"Vamos enviar toda a conta para a Boeing. A Norwegian não vai sofrer nenhum prejuízo econômico por causa de um avião completamente novo que não pode ser utilizado para o tráfego aéreo", declarou hoje ao site do jornal econômico norueguês "E24" Lasse Sandaker-Nielsen, diretor de comunicação da companhia.

A empresa norueguesa, que hoje cancelou cerca de 20 voos, estima que existem fundamentos jurídicos para exigir uma compensação econômica, apesar de nem a Boeing nem as autoridades americanas terem emitido até o momento qualquer ordem de suspensão.

A Norwegian garantiu nesta segunda-feira, um dia depois que 157 pessoas morreram em um acidente da Ethiopian Airlines, que seus 737 MAX 8 seguiriam operando com normalidade, mas avisou que mantinha um diálogo contínuo com a Boeing e que se adequaria às suas recomendações e às das autoridades aéreas.

Empresa tem 18 aviões do modelo

A terceira maior companhia aérea de baixo custo da Europa, que no ano passado transportou 37 milhões de passageiros, dispõe de 18 aviões desse modelo, que usa em suas rotas transatlânticas entre a costa leste dos Estados Unidos e a Grã-Bretanha e a Irlanda.

O anúncio de suspensão temporária não afeta outros modelos distintos da Boeing da frota da Norwegian, como os 737-800 e os Dreamliner, explicou a companhia.

O acidente de domingo na Etiópia é o segundo em poucos meses envolvendo um Boeing 737 MAX 8, depois que outro voo operado pela companhia Lion Air caiu em outubro na Indonésia, 12 minutos após a decolagem, por falhas no sistema automático, o que provocou a morte de 189 pessoas.

Avião cai com 157 pessoas a bordo na Etiópia

Band News