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Trump celebra "compromisso" do Google com o Exército dos EUA e não o da China

27/03/2019 20h55

Washington, 27 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta quarta-feira com o executivo-chefe do Google, Sundar Pichai, e disse ter recebido dele um "compromisso total" com o Exército do país e não com o da China.

"Acabo de me reunir com Sundar Pichai. Me garantiu que está totalmente comprometido com o Exército dos EUA e não com o da China. Também falamos sobre imparcialidade política e várias coisas que o Google pode fazer pelo nosso país. A reunião acabou muito bem", disse o presidente em mensagem divulgada no Twitter.

O Google disse em comunicado que Pichai estava "satisfeito em manter conversas produtivas com o presidente sobre investir no futuro do país pela mão de obra americana, o crescimento das tecnologias emergentes e do compromisso de trabalhar com o governo dos EUA".

O executivo-chefe da empresa estava em Washington para uma reunião com o presidente da junta de comandantes do Estado-Maior dos EUA, general Joseph Dunford, que acusou o Google de beneficiar o Exército da China.

"Observamos com grande preocupação o trabalho de nossos parceiros na China com pleno conhecimento que isso é um benefício indireto. O trabalho que o Google está fazendo na China está beneficiando indiretamente o Exército chinês", disse Dunford em uma audiência no Senado.

Após as declarações do general, o próprio Trump fez coro das acusações no Twitter, classificando como "terrível" a hipótese de o Google estar ajudando o Exército da China e não o dos EUA.

O presidente ainda aproveitou a oportunidade para atacar a democrata Hillary Clinton, revivendo uma teoria de que os buscadores da empresa teriam beneficiado sua adversária nas eleições de 2016.

"A boa notícia é que (o Google) ajudou a corrupta Hillary Clinton e não Trump. Como isso terminou?", escreveu o presidente na época.

Apesar de Dunford não ter especificado no Senado quais são as operações do Google na China que o preocupam, é provável que o general tenha se referido ao laboratório de inteligência artificial que a empresa abriu em Pequim em 2017.

O motor de buscas do Google não funciona na China desde 2010, mas a empresa estaria desenvolvendo um sistema censurável para se ajustar aos requisitos do Partido Comunista Chinês dentro de um projeto batizado como "Dragonfly".

Após a polêmica provocada pelo vazamento de informações desse projeto, o Google garantiu que o encerrou em dezembro do ano passado. No entanto, a imprensa dos EUA afirmou recentemente que a empresa não deixou a ideia totalmente de lado. EFE