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Economia da Venezuela tem queda de 55,17% em 5 anos, segundo parlamento

10/04/2019 16h45

Caracas, 10 abr (EFE).- A economia da Venezuela recuou 55,17% entre 2013 e 2018 como consequência da queda da produção de petróleo, fonte de quase 96% da receita do país, informou nesta quarta-feira a Assembleia Nacional, controlada pela oposição.

"A destruição de riqueza é de 55,17% desde que (Nicolás) Maduro está no cargo, o que coloca a Venezuela entre os piores colapsos econômicos da história atribuídos a causas humanas. Neste caso, a um modelo fracassado, ao modelo socialista do século XXI", disse em entrevista coletiva o deputado Ángel Alvarado, membro da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional da Venezuela.

O opositor afirmou que, apenas entre o segundo semestre de 2017 e o mesmo período de 2018, a economia da Venezuela recuou 37,17%.

"Isso é algo superior ao que ocorreu em Cuba durante o 'período especial', que durou três anos. É superior à contração registrada na União Soviética no momento do colapso", criticou o deputado.

Alvarado também afirmou que os dados divulgados hoje pela Assembleia Nacional dão aos deputados condições de prever o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, informação que não é mais divulgada pelo Banco Central, controlado pelo chavismo.

Segundo o deputado, a queda da produção da PDVSA, a estatal petrolífera do país, tem relação direta com o encolhimento do PIB.

Em 1999, quando o ex-presidente Hugo Chávez assumiu o poder, a PDVSA produzia três milhões de barris diariamente. Agora, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a produção da Venezuela caiu 28,3% em março na comparação com fevereiro, ficando em 732 mil barris por dia.

O nível de produção é o mais baixo em três décadas, com exceção da queda registrada entre 2002 e 2003, quando uma greve na PDVSA derrubou a exploração de petróleo para 100 mil barris diários.

Os problemas da PDVSA, investigada por diferentes casos de corrupção de integrantes da direção da empresa, se agravaram no início do ano, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma série de sanções contra a companhia.

Além disso, o governo de Maduro perdeu o controle da Citgo, a principal refinaria da Venezuela no exterior, assim como o controle dos ativos da empresa, também por ação de Trump. EFE