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FMI inicia processo aberto para designação de novo diretor-gerente

26/07/2019 15h37

Washington, 26 jul (EFE).- O Diretório Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta sexta-feira o início de um processo "aberto e baseado no mérito" para escolher o sucessor de Christine Lagarde à frente da instituição, com o objetivo de que o eleito seja designado em 4 de outubro.

"O Diretório Executivo anuncia hoje que adotou um processo aberto de seleção de seu próximo diretor-gerente, baseado no mérito e transparente, similar ao usado em rodadas recentes", informou a instituição em comunicado.

O FMI acrescentou que, nesse processo, será enfatizada "a importância de que o candidato escolhido tenha a requerida presença global para liderar o Fundo, que está no centro do sistema financeiro global".

O prazo de recebimento de candidaturas será de 29 de julho a 6 de setembro, e a meta é concluir o processo em 4 de outubro com o anúncio do novo diretor ou diretora da instituição financeira internacional.

Lagarde, ex-ministra francesa e a primeira mulher a dirigir o FMI em seus 75 anos de história, comunicou em meados deste mês sua renúncia formal após saber de sua indicação para liderar o Banco Central Europeu. O segundo mandato, renovado em 2016, terminaria em julho de 2021.

Com sua saída do Fundo, abre-se um complexo processo de sucessão no âmbito da organização.

Fruto de uma norma não escrita após os acordos de Bretton Woods em 1944 nos quais foi fundado o FMI e sua instituição irmã, o Banco Mundial, as grandes potências dividiram entre si a designação da direção de ambos os órgãos.

Os Estados Unidos escolhem o presidente do BM enquanto a Europa seleciona o chefe do Fundo.

O governo francês já anunciou que coordenará os trabalhos entre os países-membros da União Europeia (UE) para que o bloco apresente um candidato único a liderar o Fundo.

Bruno Le Maire, o ministro das Finanças francês, contou ao final do encontro do G7 em Chantilly na semana passada que os países europeus buscarão uma candidatura "de consenso, que seja sólida, crível, e que permita à Europa seguir dirigindo o FMI".

Nas apostas estão o presidente do Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças da zona do euro, o português Mário Centeno; a ministra de Economia da Espanha, Nadia Calviño; o ex-presidente holandês do mesmo órgão Jeroen Dijsselbloem; o governador do banco central finlandês, Olli Rehn, e a diretora-executiva do Banco Mundial, a búlgara Kristalina Georgieva.

Esta divisão de poder entre EUA e Europa gerou queixas por parte das economias emergentes e organizações não governamentais que criticaram a pouca transparência e que a eleição não reflete o equilíbrio de peso atual na economia global. EFE