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Dow Jones fecha em alta, mas sem disparar, após trégua entre EUA e China

11/10/2019 18h40

Nova York, 11 out (EFE).- O índice Dow Jones Industrial fechou nesta sexta-feira em alta de 1,21% após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo parcial com a China para dar uma trégua na guerra comercial entre os dois países.

O principal indicador da Bolsa de Nova York somou 319,92 pontos e chegou a 26.816,59. O seletivo S&P 500 avançou 1,09%, para 2.970,27, e o índice composto da Nasdaq subiu 1,34% e fechou aos 8.057,04. As altas, embora expressivas, não foram maiores porque os investidores aguardam detalhes sobre o pacto.

O Dow Jones completou ao terceiro dia seguido de valorização e, de manhã, chegou a operar com ganho de 400 pontos, impulsionado pelo otimismo em relação à trégua, que acabou sendo anunciada meia hora antes do toque do sino.

Trump anunciou um "acordo significativo de primeira fase" durante uma reunião no Salão Oval da Casa Branca com o vice primeiro-ministro chinês, Liu He. Como medida inicial, o governo americano suspendeu o plano de aumentar na próxima terça-feira de 25% para 30% as tarifas a US$ 250 bilhões em produtos do país asiático.

Além disso, Trump afirmou que a segunda fase do acordo começará depois da assinatura da primeira, possivelmente durante a cúpula da Apec que será realizada em novembro, no Chile.

Wall Street também se animou hoje com a notícia de que o Federal Reserve (Fed) vai adquirir US$ 60 bilhões em títulos do tesouro por mês, com o objetivo de evitar que se repitam as tensões de liquidez recentemente vividas nos mercados de capital.

Entre os 30 títulos cotados no Dow Jones Industrial, as maiores altas foram de Dow (4,92%), Caterpillar (4,65%), 3M (3,80%), Apple (2,66%), Goldman Sachs (2,41%) e Walgreens (2%). As únicas quedas foram das ações de McDonald's (-1,29%), UnitedHealth (-0,74%), Procter & Gamble (-0,70%) e Coca-Cola (-0,67%).

No horário do fechamento da bolsa, a onça do ouro caía para US$ 1.492,20, e o rendimento dos treasuries com vencimento em 10 anos aumentava para 1,736%. EFE