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Inflação na Venezuela sobe para 35,8% no mês de novembro

21.nov.2019 - Em Caracas, Venezuela, pessoas comparecem à marcha pelo Dia do Estudante Universitário - Marcos Salgado/Xinhua
21.nov.2019 - Em Caracas, Venezuela, pessoas comparecem à marcha pelo Dia do Estudante Universitário Imagem: Marcos Salgado/Xinhua

09/12/2019 14h05

Caracas, 9 dez (EFE) — A inflação na Venezuela aumentou no mês de novembro para 35,8%, quase o dobro do registrado em outubro, quando foram registrados 20,7%, lembrando aos venezuelanos que o país está longe de superar a crise econômica, de acordo com a divulgação feita nesta segunda-feira pelo Parlamento — com maioria da oposição.

O deputado Angel Alvarado, membro da Comissão Legislativa de Finanças, disse a jornalistas que o aumento do índice era esperado, uma vez que "normalmente ocorre no último trimestre" de cada ano na Venezuela devido ao aumento do consumo.

Com esse número, a inflação acumulada — durante todo o ano — subiu para 5.515,6%, enquanto a inflação anualizada — novembro de 2018 a novembro de 2019 — foi de 13.475,8%.

Alvarado explicou que essa queda na inflação é causada pela política do governo de Nicolás Maduro de aumentar a reserva legal nas entidades bancárias.

Mas essa decisão, explicou, restringiu o crédito e aprofundou a desaceleração econômica, que até o mês passado perdeu 43% de seu volume em geral.

Por seu lado, o setor mais dependente de empréstimos (o não-petróleo) caiu este ano (78%).

Os itens de educação, eletrodomésticos, roupas e calçados tiveram os maiores aumentos no mês passado, com 102,3%, 58,1% e 54,6%, respectivamente.

Em janeiro de 2017, a Comissão de Finanças do Parlamento venezuelano começou a oferecer um índice de preços ao consumidor, pois o Banco Central (BCV) não publicou a inflação e outros indicadores há mais de um ano. EFE

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