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Promotoria de Tóquio emite mandado de prisão contra esposa de Ghosn

07/01/2020 17h19

Tóquio, 7 jan (EFE).- A Promotoria de Tóquio emitiu nesta terça-feira um mandado de prisão contra Carole Ghosn, esposa do ex-presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, por suposto perjúrio durante as investigações sobre as irregularidades financeiras de que seu marido é acusado no Japão.

A equipe de investigação da acusação que investiga as supostas irregularidades tributárias de Carlos Ghosn, que está no Líbano depois de fugir do Japão, acusa sua esposa de prestar falso testemunho durante seu interrogatório no Tribunal Distrital de Tóquio, em abril do ano passado.

O caso está relacionado a acusação da Nissan de abuso de confiança agravado contra seu marido por supostamente usar ativos da empresa para fins pessoais, especificamente para transferências supostamente ordenadas por Ghosn a um distribuidor em Omã que foram parcialmente desviadas para um empresa com ligações à Carole.

Durante seu interrogatório no ano passado, Carole negou seu envolvimento nas irregularidades e negou conhecer um executivo indiano vinculado à operação, apesar de ter trocado mensagens com ele em várias ocasiões. A Promotoria acusou-a de perjúrio, de acordo com uma declaração divulgadas pela emissora japonesa "NHK".

O mandado de prisão contra Carole, de 53 anos, foi emitido uma semana depois da fuga de seu marido de Tóquio, onde estava em liberdade sob fiança, aguardando o início de seu julgamento.

Ghosn fugiu de Japão através do aeroporto de Osaka, aparentemente aproveitando uma brecha de segurança na revisão de grandes bagagens em terminais de aeronaves particulares.

O empresário está em Beirute, onde planeja dar uma entrevista coletiva amanhã, na qual ele deve dar detalhes sobre sua fuga e das acusações, no que será sua primeira aparição diante dos jornalistas desde que ele foi preso pela primeira vez, em novembro de 2018.