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Milão, na Itália, registra 32,5% de cancelamento de viagens em 3 dias

Milão registra 32,5% de cancelamento de viagens em 3 dias - Boeing 777-200ER da Alitalia
Milão registra 32,5% de cancelamento de viagens em 3 dias
Imagem: Boeing 777-200ER da Alitalia

Da agência EFE, em Roma (Itália)

28/02/2020 22h46

Nos últimos três dias, 32,5% dos passageiros cancelaram seus bilhetes aéreos para Milão, na região da Lombardia, na Itália, a cidade mais afetada pelo surto do coronavírus no país europeu, segundo informações passadas à Agência EFE por fontes da empresa que administra os aeroportos Milão Linate e Milão Malpensa.

A cidade, considerada a capital financeira italiana, sofre as consequências do medo da propagação do vírus, que teve origem na China e causou 21 mortes em território italiano, de acordo com os últimos dados oficiais da Defesa Civil, divulgados hoje.

Entretanto, Milão não é a única atingida. O Aeroporto Internacional Orio al Serio, em Bergamo, também na Lombardia, divulgou que sofreu com o cancelamento de 30% dos voos na última semana.

A Aeroporti di Roma S.p.A (ADR), controlada pela concessionária Atlantia e responsável pela gestão dos aeroportos da capital italiana, afirmou à EFE que está coletando dados da última semana, mas até agora contabilizou 50 mil passageiros a menos no último mês.

A Itália é o país mais afetado pelo coronavírus na Europa, especialmente nas regiões do norte, e os aviões estão voando cada vez mais vazios. Por isso, as companhias aéreas vêm optando por reduzir as frequências ou até mesmo cancelar certas rotas.

As desistências levaram a associação italiana que representa todos os gestores de aeroportos do país (Assaeroporti) a apelar à calma e dizer, em um comunicado, que os gestores de aeroportos estão acompanhando a situação de perto.

A companhia aérea italiana Alitalia, que está em falência desde maio de 2017, anunciou hoje que está cancelando 38 conexões domésticas e internacionais devido à menor demanda. Já a britânica EasyJet informou que vai suspender os voos para Itália devido à baixa procura, enquanto a IAG disse que não exclui a possibilidade de fechar as rotas para o país caso a crise de saúde se torne mais grave. Antes disso, a Iberia e a Vueling já haviam reorganizado a sua capacidade de voo para o país.

A Brussels Airlines reduziu as frequências em 30% nos voos para destinos como Milão, Roma e Veneza até 14 de março, e a Bulgaria Air suspendeu os voos de e para a capital da Lombardia até 27 de março.

E não para por aí. A companhia aérea húngara de baixo custo Wizz Air anunciou nesta quinta-feira que vai minimizar o número de voos da Bulgária para Itália em 60% a partir de 11 de março, enquanto a Lufthansa e a Air France-Klm também estão sofrendo o impacto dos cancelamentos no mercado italiano.

Nos Estados Unidos, a Delta Airlines anunciou em seu site oficial que os passageiros que compraram um voo para Itália para até 15 de março e quiserem mudar o destino poderão fazê-lo gratuitamente, uma medida também aplicada pela United Airlines, para voos para o norte do país programados até 30 de junho, e pela American Airlines, para voos comprados para até 15 de março.

Economia