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Governo argentino zera parte da taxação às exportações do setor automotivo

Montadoras que exportarem mais do que no ano passado não pagarão taxa ao governo argentino - Sérgio Bernardo/JC Imagem/Folhapress
Montadoras que exportarem mais do que no ano passado não pagarão taxa ao governo argentino Imagem: Sérgio Bernardo/JC Imagem/Folhapress

10/03/2021 00h28

Buenos Aires, 9 mar (EFE).- O presidente da Argentina, Alberto Fernández, assinou nesta terça-feira (9) um decreto que zera parte da retenção de impostos das importações da indústria automotiva ao longo de 2021, para que superem a do ano passado.

Além disso, o chefe de governo anunciou que enviará ao Congresso um projeto de lei voltado para a Promoção de Investimentos no setor.

Fernández exaltou a importância da indústria automotiva para a Argentina, hoje, durante evento na Casa Rosada que contou com a participação dos ministros do Desenvolvimento Produtivo, Matías Kulfas, e da Economia, Martín Guzmán.

O decreto assinado hoje pelo presidente estabelece um novo sistema de direitos de exportação, que são os tributos cobrados na venda de produtos para o exterior, do setor durante 2021.

Segundo o texto, as empresas que comercializarem internacionalmente neste ano mais do que no ano passado, não pagarão os direitos de exportação.

Para o restante das vendas, o governo modificou, em 30 de dezembro do ano passado, o sistema que vigorava desde 2018 (12%, com um máximo de 3 pesos para cada US$ exportado), para uma alíquota de 4,5%.

Segundo afirmou o ministro do Desenvolvimento Produtivo, Matías Kulfas, o projeto visa gerar mais de US$ 5 bilhões em novos investimentos, com mais produção no país, mais emprego e mais exportações.

No ano passado, a indústria automotiva argentina gerou 7,9% das exportações argentinas, em montante que chegou a US$ 4,3 bilhões, o que significou queda de 39,5% na comparação com o 2019, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina.

Em 2020, a produção de veículos no país foi 18,3% menor do que no ano anterior, de acordo com a Associação de Fábricas de Automotores.

Segundo o governo, contudo, o setor "nos últimos meses, mostrou sinais de recuperação e níveis de produção que superam os anteriores à pandemia da covid-19.

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