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FMI admite tensão social e econômica "extrema" no mundo causada por pandemia

06/04/2021 15h47

Washington, 6 abr (EFE).- A economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, admitiu nesta terça-feira que existe uma tensão social e econômica "extrema" a nível mundial que é consequência dos impactos da pandemia de covid-19 e destacou as divergências notáveis entre países devido ao ritmo desigual da vacinação.

"Já passou um ano desde que a pandemia de covid-19 começou e a comunidade global ainda enfrenta uma tensão social e econômica extrema à medida que o número de mortos aumenta. Enquanto isso, milhões de pessoas continuam desempregadas", afirmou Gopinath durante a entrevista coletiva de apresentação do relatório "Perspectivas da Economia Mundial".

Nesse sentido, a economista-chefe da entidade com sede em Washington considerou "fundamental" avançar na resolução das tensões comerciais e tecnológicas no mundo, tais como as que existem entre China e Estados Unidos.

No relatório divulgado nesta terça-feira, o FMI também ressaltou que conflitos entre estas duas potências podem causar uma instabilidade no âmbito internacional.

"O nível de tensão entre os Estados Unidos e a China permanece alto em numerosas frentes, incluindo comércio internacional, propriedade intelectual e cibersegurança", detalhou a organização em sua análise.

Apesar desse contexto, Gopinath disse que uma saída para a atual crise econômica e sanitária é "cada vez mais visível".

O relatório do FMI atualizou, ainda, a previsão de crescimento da economia global em 2021 para 6%, número ligeiramente maior que a porcentagem estimada em janeiro (5,5%), e que se deve à forte recuperação dos Estados Unidos e da China.

Para 2022, o FMI prevê um crescimento global de 4,4%, dois décimos maior do que a projeção apresentada pelo fundo há três meses.

Uma das revisões das projeções divulgadas pelo FMI nesta terça-feira que mais chamou a atenção foi a do crescimento dos Estados Unidos, a maior economia do mundo, que deverá alcançar 6,4% este ano, em vez dos 5,1% estimados em janeiro.

Grande parte deste impulso econômico, segundo o relatório, se deve ao pacote de estímulo fiscal idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e que também deve gerar "impactos positivos nos principais parceiros comerciais" do país, particularmente no México.

Para a China, o FMI estima um crescimento de 8,4% este ano, número três décimos maior do que a projeção divulgada em janeiro, e que se deve às eficazes medidas de contenção do novo coronavírus aplicadas pela nação asiática, que também apresentou "uma potente resposta de investimentos públicos", além do apoio à liquidez por parte do banco central, "o que facilitou uma robusta recuperação".

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