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IBGE: Alta de 1,9% no varejo em abril tem efeito de base deprimida

Vinicius Neder

Rio de Janeiro

A alta de 1,9% nas vendas do varejo em abril ante abril de 2016 foi a primeira nessa base de comparação após 24 meses seguidos de queda, mas há nesse avanço um efeito calendário, por causa do feriado da Páscoa, e uma base de comparação deprimida, afirmou nesta terça-feira, 13, a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes.

A Páscoa foi em abril neste ano, enquanto, em 2016, o feriado foi em março. Nas contas de Isabella, sem o efeito da Páscoa, o crescimento das vendas do varejo em abril seria de apenas 0,2% ante igual mês de 2016.

Segundo a pesquisadora, a Páscoa puxa vendas de ovos e barras de chocolate, bombons e pescado, especialmente nos supermercados. "Os impactos da Páscoa não atingem todo o comércio de forma igual", afirmou Isabella, lembrando que o desempenho do varejo em abril foi concentrado nos supermercados.

Além isso, Isabella lembrou que a base de comparação com abril de 2016 é bastante deprimida. Em abril de 2016, as vendas registraram queda de 6,9% ante igual mês de 2015. Por isso, a pesquisadora do IBGE recomendou "relativizar" a alta das vendas em abril ante o ano passado. "Esse número individual de abril de 2017 ainda não é uma reversão", disse Isabella.

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