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BC: linguagem de relatório já permite atualização sobre se probabilidades mudaram

Fernando Nakagawa, Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana de Carvalho, disse nesta quinta-feira, 22, que a instituição comunica até o limite do que parece adequado comunicar. "Algumas coisas são incertezas ou coisas sobre as quais você não tem certeza, você não deve tentar comunicar mais que uma certa zona de conforto porque acaba sendo contraproducente", afirmou.

Sobre o tempo verbal usado no documento, o diretor disse que a "linguagem que já está no relatório permite inferir se mudou ou não a possibilidade que tínhamos no Copom de maio".

Viana explicou ainda que nenhum fator domina em relação aos demais na avaliação de riscos à frente. O diretor comentou que há diversos fatores que influenciam ao mesmo tempo e nem sempre há um fator específico que domina a avaliação.

Sobre eventual ação do governo para ampliar a oferta de crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o diretor disse que os integrantes do BC são entusiastas de iniciativas que possam tornar crédito mais barato.

Ao fim da entrevista, o diretor comentou ainda que é natural que haja diferença com relação às projeções do Focus. "Essas discrepâncias diminuem à medida que a conjuntura evolui". "As pessoas divergem um pouco nas projeções e vão ajustando", afirmou.

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