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BB lança linha de crédito de R$ 2 bilhões para equipamentos e infraestrutura

Eduardo Rodrigues e Carla Araújo

Brasília

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, lançou nesta quarta-feira, 12, uma linha de crédito com R$ 2 bilhões para a aquisição de equipamentos e para a elaboração projetos de infraestrutura nos municípios. O valor máximo por operação é de R$ 5 milhões para cidades com menos de 200 mil habitantes. Municípios maiores não terão esse limite.

No chamado Programa Eficiência Municipal, o prazo de contratação varia de 60 a 96 meses, com seis meses de carência, e as taxas variam de 1,2% a 1,4% ao mês. O crédito é voltado para a aquisição de máquinas, softwares e a contratação de serviços de engenharia.

"O BB tem um volume de carteira para Estados e municípios que ultrapassa os R$ 40 bilhões", afirmou, em cerimônia no Palácio do Planalto. "A gestão do presidente Temer é focada nos municípios, e é através deles que faremos que a população brasileira tenha um salto na qualidade de vida", completou.

BNDES

Já o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, afirmou que os bancos públicos brasileiros estão trabalhando de modo "absolutamente alinhado" para serem atores coadjuvantes da retomada do crescimento econômico.

"Trabalhamos para que qualquer dúvida que ainda paire na cabeça dos investidores se dissipe e voltemos a ter crescimento econômico em 2018", afirmou, em cerimônia no Palácio do Planalto. "Vamos garantir os recursos financeiros para essa retomada. Nosso compromisso é com o desenvolvimento interiorizado", completou.

Rabello disse que o BNDES quer não apenas financiar os municípios, mas servir como consultor técnico em projetos de saneamento. Segundo ele, os desembolsos para infraestrutura dos municípios nos próximos 12 meses serão de R$ 10 bilhões. "Isso depende só dos senhores apresentarem os projetos e os documentos", afirmou, para uma plateia de prefeitos. "Queremos fazer seis anos em seis meses", repetiu.

Ele lembrou que as linhas são regidas pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais spreads e a taxa de administração bancária. "Uma parte do subsídio embutido nas operações do BNDES é revertido em dividendos para a União", argumentou.

Rabello tem sido um crítico à nova Taxa de Longo Prazo (TLP), que entra em vigor em 2018 com o objetivo de reduzir os subsídios implícitos nas operações do banco de fomento.

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