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Estudamos medidas específicas para empresas, após tarifa dos EUA, diz China

Gabriel Bueno da Costa

São Paulo

27/09/2018 05h22

O Ministério do Comércio da China voltou a lamentar nesta quinta-feira a decisão dos Estados Unidos de impor tarifa sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. Porta-voz da pasta, Gao Feng voltou a pedir "boa vontade" dos americanos, com diálogos e consultas para resolver o "mais breve possível" a disputa comercial. Além disso, informou que Pequim estuda medidas específicas para responder à mais recente tarifa, deixando em aberto que pode haver novas medidas para apoiar empresas prejudicadas pela decisão do governo do presidente americano, Donald Trump. Segundo o funcionário, quase 50% das companhias afetadas pela mais recente ação americana são estrangeiras. "No campo do comércio, tomaremos uma série de medidas para ajudar ativamente as empresas a lidar com as dificuldades e desafios que possam enfrentar", disse o funcionário, sem dar detalhes sobre quais poderiam ser essas medidas.

Durante entrevista coletiva regular no Ministério do Comércio, o porta-voz afirmou que a China se viu "forçada a retaliar", após as mais recentes tarifas americanas. Ele insistiu, contudo, que o país continua a desejar o livre comércio global. Gao comentou que seu governo está disposto a fechar mais acordos de livre comércio, com outras nações interessadas.

O porta-voz também reafirmou a declaração anterior do premiê Li Keqiang de que o país não usará o câmbio para conseguir uma vantagem na disputa comercial. Segundo o funcionário, a China deseja manter a taxa de câmbio orientada para o mercado, "basicamente estável, em um nível razoável e equilibrado".

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