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Mudança do CMN em crédito a Estados ocorre por falta de demanda, diz Tesouro

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli

Brasília

29/10/2018 19h15

A chefe da assessoria econômica do Tesouro Nacional, Viviane Varga, explicou nesta segunda-feira, 29, que o remanejamento R$ 4 bilhões do limite global para que Estados e municípios contratem empréstimos em 2018 ocorreu devido à falta de demanda por operações com garantia da União.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu alterar o limite dos entes para empréstimos com garantia da União de R$ 17 bilhões para R$ 13 bilhões, enquanto o limite para operações sem aval do Tesouro Nacional passa de R$ 7 bilhões para R$ 11 bilhões.

"Enquanto as operações sem garantia da União já somavam quase R$ 7 bilhões até a semana passada, consumindo todo o limite, os empréstimos com garantia da União somaram pouco menos de R$ 2 bilhões até agora. Então havia ainda um limite de R$ 15 bilhões disponível, dos quais R$ 4 bilhões foram remanejados agora", explicou Viviane.

Ela também explicou que, como o mandato dos governadores acaba neste ano, apenas municípios poderão realizar novas operações até o fim de 2018. Já os limites de contratação para 2019 serão definidos nos próximos meses.

Segundo Viviane, a contratação de empréstimos impacta o resultado primário dos governos regionais. "Por isso não foi elevado o limite global de empréstimos, mas sim feito um remanejamento dentro do valor original", completou.

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