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Para S&P, teto de gastos precisa de legislação adicional para ser eficiente

Ricardo Leopoldo (correspondente) e Altamiro Silva Junior

Nova York e São Paulo

31/10/2018 12h42

A diretora de ratings soberanos da S&P Global Ratings, Lisa Schineller, afirmou nesta quarta-feira (31) em teleconferência pela internet, que tem havido progresso no ajuste fiscal no Brasil, mas ele tem sido muito moderado considerando a situação deteriorada das contas públicas brasileiras.

Ela destacou que o teto de gastos, medida aprovada no fim de 2016 pelo presidente Michel Temer, precisa de legislação adicional para tornar-se eficiente.

Na mesma teleconferência, o diretor da S&P especialista em ratings corporativos e setor industrial, Diego Ocampo, destacou que os juros altos afetaram investimentos de companhias brasileiras nos últimos anos, que têm sido menores que seus pares na América Latina.

Uma das dúvidas sobre a nova administração é como o governo de Jair Bolsonaro atuará com preços de gás e gasolina, disse ele.

Ocampo ressaltou ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode ter maior atuação em infraestrutura com atuação junto a mercado de capitais.

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