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Nomeações de ex-chefe da Apex devem ser revistas

Reprodução/Facebook Alex Carreiro
Alex Carreiro, ex-presidente da Apex Imagem: Reprodução/Facebook Alex Carreiro

Lorenna Rodrigues

Em Brasília

12/01/2019 09h03

As nomeações de 26 servidores pelo ex-presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) Alex Carreiro devem ser revistas na nova gestão. Ao menos 15 delas foram assinadas em um período em que Carreiro não era, oficialmente, presidente da Apex, o que pode gerar questionamentos jurídicos.

A exoneração de Carreiro, na quinta-feira (10), foi a primeira baixa num posto de comando do Executivo após a posse do presidente Jair Bolsonaro. O novo presidente da agência é o embaixador Mario Vilalva.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou a demissão de Carreiro pelo Twitter, na quarta-feira (9) à noite, mas ele continuou trabalhando normalmente no dia seguinte até ter a exoneração oficializada por Bolsonaro. Na rede social, Araújo disse que Carreiro havia pedido demissão.

A exoneração foi publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) de sexta-feira (11), com data retroativa ao dia 9. Com isso, qualquer decisão assinada por Carreiro após o ato não terá validade. Mesmo as outras 11 nomeações feitas por ele deverão ser reavaliadas por Vilalva.

Em pouco mais de uma semana à frente da Apex, Carreiro demitiu 18 pessoas de áreas como jurídico, orçamento e controladoria, e nomeou 26 servidores --alguns tinham passado por concurso e aguardavam convocação.

'Último instante'

Em seu perfil na rede social, Carreiro publicou nesta sexta-feira uma mensagem agradecendo a oportunidade e disse que cumpriu "até o último instante" suas funções.

"Recebi do excelentíssimo presidente da República, Jair Bolsonaro, a honrosa missão de presidir a Apex-Brasil, ofício que cumpri até o último instante, sem abandonar meu posto", escreveu Carreiro, sem citar Araújo.

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