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Resultado nominal elevou dívida líquida em 7,1 ponto porcentual em 2018, diz BC

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

31/01/2019 13h37

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou nesta quinta-feira, 31, que, devido ao déficit primário de 2018, tanto a dívida líquida como a dívida bruta aumentaram no ano passado.

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) subiu para 53,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2018, ante 51,6% no fim de 2017. A DLSP atingiu R$ 3,695 trilhões. "A dívida líquida é a maior desde janeiro de 2004. Enquanto o déficit nominal contribuiu para aumentar a dívida em 7,1 pontos porcentuais, a desvalorização cambial em 2018 ajudou a reduzir a dívida em 2,5 ponto porcentual", detalhou.

Já a Dívida Bruta do Governo Geral fechou 2018 aos R$ 5,271 trilhões, o que representa 76,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O porcentual é superior ao verificado no fim de 2017, quando a dívida bruta estava em 74,1%.

"Nesse caso o efeito da desvalorização do câmbio não reduz o dívida. Por isso, o crescimento da dívida bruta foi maior que o da dívida líquida em 2018", afirmou Rocha.

Ele destacou ainda que a dívida bruta caiu em dezembro em função de operações compromissadas do BC. "Com emissões líquidas de Dívida Pública e com os leilões de linha em dezembro, houve redução de liquidez e das compromissadas no mês", explicou.