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Aprovação da Previdência é fundamental para retomar crescimento, diz SPE

Lorenna Rodrigues

Brasília

28/02/2019 17h33

A aprovação da reforma da Previdência é fundamental não somente para que o País volte a crescer no longo prazo mas também nos próximos anos, afirma nota da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia divulgada nesta quinta-feira, 28.

A nota diz ainda que a aprovação da reforma da Previdência é necessária para que o PIB per capita volte a crescer. O documento faz uma simulação e mostra que, com a reforma, o PIB per capita sobe de R$ 32,7 mil em 2018 para R$ 36,6 mil em 2023. Já se a mudança não for feita, cairá para R$ 30,8 mil em 2023.

"A nova Previdência é condição necessária para o equilíbrio fiscal de longo prazo da economia, melhorando o ambiente de investimento e evitando uma nova década perdida", afirma a nota.

O IBGE divulgou nesta quinta que o PIB brasileiro cresceu 1,1% no ano passado. O ministério ressaltou que o ritmo de recuperação da atividade econômica tem se revelado "muito lento". "Não há dúvida de que o Brasil se encontra em uma das piores décadas da sua história em termos de crescimento econômico", completa.

A nota faz uma comparação com os anos 2010 com a chamada "década perdida", nos anos 1980 e diz que hoje, apesar de a inflação ser mantida dentro da meta, houve um crescimento dos gastos e da dívida pública, o que provoca desequilíbrio na economia.

"Podemos observar um crescimento explosivo da dívida bruta resultante da geração de déficits primários regulares. A partir da crise de 2008-09, perdeu-se gradualmente o controle das contas públicas", completa.

A secretaria ressalta a relação negativa entre dívida pública e crescimento econômico e diz que, para que o país possa voltar a crescer de forma sustentável, deve-se conter o crescimento da dívida.

O texto ressalta o crescimento dos gastos nos últimos 20 anos a uma taxa de 6% acima da inflação e diz que não há mais espaço para aumentar impostos. "Há a necessidade de contenção de gastos, especialmente de gastos obrigatórios", acrescenta.