Líder do PSL na Câmara diz que PEC da Desvinculação não tira foco da Previdência
"O pacto federativo é uma demanda importante, mas que não era esperada para este momento. Nos deixou bastante animados com essa sinalização porque vai acabar com essa história do político ficar sempre com o pires na mão", disse, em referência à chamada PEC do Novo Pacto Federativo ou PEC da Desvinculação, como também vem sendo chamada.
Em entrevista ao Estado neste domingo, 10, Guedes afirmou que o governo articula a tramitação de uma proposta de emenda à Constituição para acabar com as despesas obrigatórias e as vinculações orçamentárias. De acordo com o ministro, a proposta dará aos políticos 100% do controle sobre os orçamentos da União, Estados e municípios.
A ideia de Guedes é apresentar a proposta ao Senado ao mesmo tempo em que a Câmara analisa a reforma da Previdência. Questionado sobre se as duas medidas não dividiriam esforços, Waldir afirmou que "não se pode subestimar a capacidade do Congresso".
"Essa proposta é um tiro de canhão porque mostra que o governo está comprometido com a defesa de um estado liberal e dá um grande protagonismo para o Parlamento. É uma demonstração de confiança no Congresso e não tira o foco da Previdência", disse. Para o líder do maior partido da Câmara, as duas propostas - reforma da Previdência e Novo Pacto Federativo - podem ser aprovadas ainda no primeiro semestre deste ano.
O líder, no entanto, evitou avaliar a contagem de votos apresentada por Paulo Guedes. De acordo com o ministro, faltariam apenas 48 deputados para se atingir o número mínimo de votos, que são 308 na Câmara. "Eu sou ruim de matemática. Não estou fazendo essa contagem", afirmou Waldir.
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