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Banco Safra reduz projeção para PIB de 2019 de 2% para 1,5%

Maria Regina Silva

São Paulo

11/04/2019 17h10

O Banco Safra promoveu revisões nas expectativas para o crescimento econômico brasileiro deste ano e do seguinte. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 foi reduzida de alta de 2,0% para 1,5%. Já para o dado de 2020, a estimativa baixou de 3,0% para 2,5%.

As previsões estão aquém das medianas encontradas na pesquisa Focus do Banco Central (BC), de 1,97% e 2,70%, respectivamente. Em 2018, o PIB cresceu 1,1%.

O primeiro trimestre do novo governo terminou e o entusiasmo do mercado foi temperado por dúvidas sobre o progresso da agenda de reformas, além de um ritmo mais lento do que o esperado para a economia, avalia o banco em nota. Apesar do ambiente mais favorável para os ativos de mercados emergentes trazidos por um Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) mais 'dovish' (mais leve), ativos brasileiros têm desempenho inferior, por causa da incerteza política.

Neste contexto, o Banco Safra, que tem como economista-chefe Carlos Kawall, decidiu reduzir mais uma vez a projeção de crescimento econômico para 2019 e para 2020 . "Vale a pena notar que esta foi a terceira revisão negativa que promovemos em menos de dois meses", cita.

Em nota, o banco avalia que o ruído político de curto prazo, além de estímulo monetário insuficiente e choques de oferta, parecem estar por trás do baixo crescimento do País. Para a instituição, a inexperiência do atual governo tem causado incomum atraso nos primeiros passos da reforma da Previdência.

Contudo, apesar de todo este desconforto político, o Safra acredita que uma reforma previdenciária robusta, com economia de cerca de R$ 750 bilhões, tem de 70% a 80% de chance de aprovada. "Se a reforma for aprovada, o saldo da poupança e do investimento será alterado e a taxa natural de juros será menor, o que também reduz o superávit primário necessário para estabilizar a dívida pública", avalia.

Para os próximos meses, a evolução da reforma será chave na determinação do resultado econômico, sem plano B.